04/07/2019 às 16h00min - Atualizada em 04/07/2019 às 16h00min

Projeto Pedagogia Restaurativa Sistêmica é realizado em Santana na Escola Municipal Maria Ilnah

O projeto é fruto de cooperação entre o Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJAP), por meio da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Santana, Ministério Público do Estado, Universidade Federal do Amapá (Unifap) e a Secretaria Municipal de Educação de Santana.

TJAP
Cerca de 40 professores, pedagogos e outros servidores da Escola Municipal Professora Maria Ilnah de Souza Almeida participaram da primeira etapa do projeto Pedagogia Restaurativa Sistêmica. (TJAP)

Cerca de 40 professores, pedagogos e outros servidores da Escola Municipal Professora Maria Ilnah de Souza Almeida participaram da primeira etapa do projeto Pedagogia Restaurativa Sistêmica. O projeto é fruto de cooperação entre o Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJAP), por meio da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Santana, Ministério Público do Estado, Universidade Federal do Amapá (Unifap) e a Secretaria Municipal de Educação de Santana.

De acordo com a Juíza Larissa Noronha, titular da Vara da Infância e Juventude daquela Comarca, o Projeto Pedagogia Restaurativa Sistêmica é uma atividade piloto que tem como objetivo capacitar o corpo docente e outros servidores de escolas municipais em práticas como os círculos restaurativos e constelações familiares. “Escolhemos uma escola para participar deste projeto piloto, na qual iremos permanecer durante todo este ano, capacitando os servidores da educação em pedagogia restaurativa combinada com a pedagogia sistêmica”.

A magistrada explica que a pedagogia restaurativa “tem como base os princípios da Justiça Restaurativa, utilizando círculos de diálogo, enquanto a Pedagogia Sistêmica apresenta os estudos aprofundados de Bert Hellinger acerca das constelações familiares”.

A capacitação é realizada pelas equipes da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Santana e do Núcleo de Mediação, Conciliação e Práticas Restaurativas da Promotoria da Comarca. “Nós estamos sempre buscando novos conhecimentos sobre as práticas restaurativas, e agora estamos multiplicando toda esta experiência”, ressaltou a magistrada.

Antes do inicio do curso foi realizado um diagnóstico sobre a realidade enfrentada pela escola. “Foram observadas dificuldades de comportamento, disciplina, aprendizado, problemas de relacionamento até mesmo entre a própria equipe”, comentou a juíza.

A primeira etapa do projeto Pedagogia Restaurativa Sistêmica foi divido em quatro módulos com carga horária de 40 horas. Para a juíza Larissa Noronha, a conclusão do primeiro momento com os professores foi avaliada positivamente. “Antes de iniciarmos o projeto fizemos alguns workshops de sensibilização, convidando nosso público alvo a participar, pois um dos princípios da Justiça Restaurativa é a voluntariedade, e todas as pessoas concordaram em participar e em aplicar os métodos”, avaliou.

Coordenadora do Núcleo de Mediação, Conciliação e Práticas Restaurativas da Promotoria de Santana, a promotora Silvia Canela informou que o projeto é “um desdobramento de uma iniciativa mais antiga, o projeto Escola Restaurativa”.

Afirmou ainda que o projeto permite ampliar a percepção sobre relacionamentos, possibilitando uma reorganização no ambiente escolar. “Com esta iniciativa buscamos a construção de um relacionamento saudável dentro das escolas, o fortalecimento dos vínculos e a resolução de conflitos por meio do diálogo”, finalizou.

O projeto Pedagogia Restaurativa Sistêmica se estenderá durante o segundo semestre de 2019, com a realização de oficinas periódicas.


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