25/08/2021 às 14h56min - Atualizada em 25/08/2021 às 14h56min

Bactéria super-resistente infecta bebês em hospital no DF

Acinetobacter baumannii é resistente a muitos antibióticos, causando infecções e comprometendo a recuperação de quem já está com a saúde debilitada

Com informações do Metrópoles e do Jornal da USP
Foto: Reprodução - YouTube
Presente na natureza, a bactéria Acinetobacter baumannii, quando utilizada da maneira correta, pode trazer benefícios. É o caso de sua aplicação nas plantações de cana-de-açúcar, por exemplo. Quando infectadas com a bactéria, as lavouras ficam mais produtivas.

No entanto, a partir dos anos 90, a 
Acinetobacter se tornou motivo de preocupação, pois surgiram vários casos de infecção hospitalar causados por ela. Algumas pessoas são portadoras da bactéria, no intestino e na pele, mas não sabem. A bactéria é um perigo quando presente em ambiente hospitalar, podendo causar sérios danos em indivíduos com baixa imunidade, como é o caso dos recém-nascidos.

 

A unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), no Distrito Federal, passa por um surto dessa bactéria. Pelo menos oito bebês prematuros foram infectados, segundo memorando enviado à Secretaria de Saúde do DF.

O surto também atinge a Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (Ucin) do HRC. Até a tarde de terça-feira (24), segundo profissionais de saúde, pelo menos oito recém-nascidos foram infectados.

De acordo com o documento, a situação é gravíssima e a solução é ainda mais complicada devido ao número reduzido de profissionais de saúde na unidade, o que obrigaria esses trabalhadores a circularem por diversas alas do hospital. Apesar de recomendações para o fechamento da unidade até a contenção do surto, o HRC continua a receber novos pacientes.

Em nota enviada à imprensa, a Secretaria de Saúde do DF informou que todas as medidas sanitárias necessárias foram tomadas, incluindo o reforço na limpeza da unidade.

Segundo a pasta, os bebês estão colonizados, mas não estão infectados pela bactéria. Oficialmente, a secretaria reconhece quatro casos de “colonização” – esse termo é usado para indicar que o paciente está com uma bactéria em seu organismo, mas sem apresentar infecção ou qualquer outra doença. Para os casos de colonização, não há sequer necessidade de tratamento. A Secretaria também nega o eventual déficit de profissionais de saúde no HRC.



 


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