28/08/2021 às 20h00min - Atualizada em 28/08/2021 às 20h00min

Artigo: O copo está meio cheio. Acreditem!

Foto: Romerio Cunha VPR
Há cerca de um ano e meio, a pandemia da Covid-19 roubou o que as pessoas têm de mais precioso: a saúde e a vida. E, para muitos, a fé, a esperança, a alegria. Mudou comportamentos, passamos a cobrir os nossos rostos com máscaras, a carregar álcool em gel nos bolsos e, sobretudo, nos impôs o distanciamento social. Encontros de pessoas deram lugar a encontros de máquinas. A expressão do sorriso, do abraço, do olhar, do choro, deu lugar a um conjunto de signos estampados na tela de um computador ou de um celular. E assim precisamos nos adaptar a um diferente estilo de vida, de cuidados e de se relacionar, conhecido como “o novo normal”.

Em uma cultura como a brasileira, isso é ainda mais difícil e desafiador, pois somos um povo do abraço, da presença, do encontro. Gostamos de estar juntos, de celebrar em família, com amigos e até mesmo no trabalho. Some-se a isso, o fato de sermos um País em desenvolvimento econômico-social, com expressiva parcela da população ainda em situação de vulnerabilidade.

A chegada súbita da Covid-19 abalou não só o Brasil, mas todo o planeta. Enfrentar o desconhecido é sempre mais desafiador.

Pesquisadores e cientistas se debruçaram em busca do entendimento das melhores formas de proteger a população, conter a pandemia e combater o vírus. Em uma analogia simples, o avião precisava ser construído e aperfeiçoado em pleno voo.

Hoje, após mais de um ano de estudos, experiências e ações, podemos dizer que o copo está meio cheio. Em breve retomaremos com segurança as nossas vidas de antes. Não estou aqui falando com vocês como o Vice-Presidente da República ou o General de Exército, mas como o cidadão Antonio Hamilton Martins Mourão, nascido e criado no Brasil. Aqui eu me realizei pessoal e profissionalmente e assim como cada um de vocês, João, Maria, José, eu, Antonio, também anseio por vencermos essa fase e entrarmos em uma nova era de prosperidade naquilo que nos é mais valioso depois de nossas vidas: a saúde. Estamos juntos nessa caminhada em busca da nossa proteção e daqueles que mais amamos e assim os convido a permanecermos juntos, acreditando nos avanços e conquistas obtidos e nas ações governamentais em curso. Assim, nos reergueremos e voltaremos ainda mais fortes, confiantes e ativos!

Uma breve viagem pela História nos mostra que a humanidade já enfrentou outras duras epidemias e pandemias: Peste Negra, Cólera, Tuberculose, Varíola, Gripe Espanhola, Tifo, Sarampo, Peste Bubônica, Aids... em diferentes graus de contágio e letalidade. O que todas tiveram em comum foi o fator surpresa e o desconhecimento inicial da sociedade, autoridades e cientistas das suas formas de prevenção e combate. Assim como hoje, os medos, os desafios e as incertezas eram muitos. Mas se estamos tendo esta conversa, é porque a ciência de nossos antepassados, mesmo com recursos tecnológicos menos avançados, uma comunicação que viajava a cavalo ou navio e menor acesso ao conhecimento, se comparado ao da atualidade, superou os desafios que lhes foram impostos. Da mesma forma que vencemos outras doenças no passado, hoje também caminhamos para vencer o coronavírus.

No ranking mundial, o Brasil se destaca ocupando o 3º lugar na aplicação de ao menos uma dose da vacina contra a Covid-19. Tivemos a preocupação em ofertar imunizantes seguros que tenham passado por criteriosa análise técnica da Anvisa. O número de casos recuperados também tem sido cada vez mais expressivo. Do total de 16,6 milhões infectados, temos um percentual de mais de 91% recuperados, cerca de 7% em acompanhamento e uma taxa de letalidade de 2,8%. O Governo Federal continua trabalhando diuturnamente e de forma integrada com os estados e municípios para salvar vidas.

Nesta semana, alcançamos a marca de 100 milhões de doses distribuídas às unidades da Federação. Até o momento, mais de 67 milhões já foram aplicadas. Em maio, o Ministério da Saúde bateu recorde de distribuição de vacinas com mais de 33 milhões de doses entregues e em junho deve superar esse recorde, com mais de 40 milhões de doses distribuídas para todo o Brasil. A proteção da saúde indígena também é uma prioridade. 81% dos indígenas foram vacinados com a 1ª dose e 70% com as duas. Com a encomenda de mais de 600 milhões de doses e o ritmo acelerado de entregas, a expectativa do Ministério da Saúde é de que, até o final deste ano, toda a população brasileira acima de 18 anos seja vacinada.

Além da vacinação em massa, uma série de medidas tem sido adotada em prol da preservação da saúde dos brasileiros e da economia do País. Como exemplo, cito a ampla distribuição de equipamentos, medicamentos, insumos e imunizantes a estados e municípios, bem como as significativas transferências de recursos para que possam fazer frente à pandemia. Para conter a variante indiana, o Ministério da Saúde testou todos os tripulantes do navio vindo da Índia que ficou atracado a 50 Km da costa maranhense. Também providenciou o isolamento da tripulação, o rastreamento e o monitoramento de infectados, encaminhou 600 mil testes rápidos de antígeno ao estado e implementou a vacinação de portuários e aeroportuários. Além da Índia, passageiros estrangeiros vindos da África do Sul, do Reino Unido e da Irlanda do Norte estão temporariamente proibidos de entrar no País.

Em breve, o Brasil se tornará referência em produção de imunizantes com insumos nacionais. Ontem, 1º de junho, o Governo Federal assinou acordo com a AstraZeneca para transferência de tecnologia, o que possibilitará a produção de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) e de vacinas 100% nacionais. Nossas universidades públicas também trabalham com afinco, algumas já em estágio avançado, no desenvolvimento de vacinas. O domínio da tecnologia e do processo de desenvolvimento dos imunizantes proporcionará ao Brasil independência, redução de custos e agilidade no combate ao vírus e a mutações que porventura surjam no País.

Neste momento desafiador, o Brasil também se destaca no aspecto econômico, em relação a outras nações. Os estímulos fiscais, como o vultoso repasse de auxílio emergencial à população em situação de vulnerabilidade, compensaram boa parte da perda de rendimentos e permitiram que a queda do PIB fosse menor que a de outros países da América Latina e do continente europeu. Adicionalmente, por meio de um exitoso programa de preservação de empregos, foram evitadas mais de 10 milhões de demissões. Somos um dos poucos países que terminaram o ano de 2020 com geração de milhares de empregos formais. De janeiro a abril deste ano, já temos mais de 950 mil novas carteiras assinadas.

Por isso reafirmo que o copo está meio cheio. Acreditem! Confiem! Os números e as medidas aqui destacadas, dentre outras tão importantes quanto, nos mostram que estamos caminhando para a contenção da pandemia e em breve este cenário entrará para a história ao lado das demais epidemias vencidas! As vidas perdidas jamais serão esquecidas; dói em nossos corações e memórias, mas o dia da vitória também será para sempre lembrado.

Olhemos a realidade com a esperança que o passado, os números atuais e as ações conjuntas dos governos federal, estaduais e municipais nos trazem.

Em prol da saúde física e mental de todos nós, vamos olhar para a frente e nos unir em uma corrente do bem, disseminando mensagens de esperança e de otimismo com base na verdade. Você poderá acompanhar o comprometimento e todas as ações do Governo Federal no controle e combate à Covid-19 pelos meios de comunicação oficiais. E caso receba alguma mensagem duvidosa, não hesite em consultar os dados no site do Ministério da Saúde, antes de compartilhá-la.

Para os brasileiros que já se vacinaram, como eu, atenção! É importante manterem as medidas de proteção como o uso contínuo de máscara e álcool em gel, bem como evitar aglomeração com pessoas desconhecidas. As vacinas nos protegem da forma grave da doença, mas ainda podemos contrair e transmitir o vírus para outras pessoas. Sem esses cuidados, perpetuaremos o ciclo da Covid-19 e a circulação viral continuará em nosso País. Não! Vamos cortar o mal pela raiz. Aguentemos mais um período, que será mais curto desta vez, para que em breve todos possamos voltar com saúde ao modo de vida que tanto desejamos e do qual sentimos saudades. Com a ação coordenada e integrada das autoridades brasileiras e o apoio e a ajuda de cada um de vocês, vamos expulsar a Covid-19 do Brasil!
Vai dar certo!

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