07/07/2019 às 06h00min - Atualizada em 07/07/2019 às 06h00min

Governo faz simulações de ataques a estruturas estratégicas

Segundo o ComDCiber, “será empregado um cenário fictício de não-guerra, envolvendo os setores estratégicos e partindo de uma situação de normalidade para um estado de grave crise no espaço cibernético”.

EBC
Chamado de Exercício Guardão Cibernético 2.0 (EGC 2.0), esse treinamento reproduzirá, por meio do Simulador de Operações Cibernéticas (Simoc), situações de ataques contra infraestruturas consideradas críticas, de forma a incrementar a proteção do espaço c

Ciente dos riscos que o mau uso de tecnologias pode causar a setores como os elétrico, financeiro, nuclear e de telecomunicações, o Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) do governo fez uma série de simulações para a proteção cibernética dessas estruturas estratégicas para o país.

Chamado de Exercício Guardão Cibernético 2.0 (EGC 2.0), esse treinamento reproduzirá, por meio do Simulador de Operações Cibernéticas (Simoc), situações de ataques contra infraestruturas consideradas críticas, de forma a incrementar a proteção do espaço cibernético.

Segundo o ComDCiber, “será empregado um cenário fictício de não-guerra, envolvendo os setores estratégicos e partindo de uma situação de normalidade para um estado de grave crise no espaço cibernético”.

Diante dessa situação, será demandado o emprego do Comando de Defesa Cibernética como comando operacional conjunto para coordenar e integrar as ações voltadas para restabelecer o funcionamento dos ativos de informação das infraestruturas críticas afetadas – no caso, os setores elétrico, financeiro, nuclear e de telecomunicações, além de Forças Armadas, e de alguns órgãos parceiros do setor público.

Metas a serem alcançadas

Com o treinamento, o EGC 2.0 pretende ampliar a integração desses setores, de forma a exercitar e aperfeiçoar processos decisórios, visando uma atuação colaborativa tanto na prevenção como na solução e redução de danos decorrentes de ameaças via espaço cibernético.

Além disso, tem-se como meta verificar a efetividade dos procedimentos adotados, bem como criar condições para que empresas e organizações ligadas a setores estratégicos simulem incidentes e aprendam com eles, aperfeiçoando processos e protocolos internos.

A simulação abrange 211 participantes e 39 empresas e organizações. Entre eles, representantes de gabinetes de crise de áreas de tecnologia da informação, comunicação social, jurídica e da alta administração; ministérios da Defesa, Justiça, Relações Exteriores, Gabinete de Segurança Institucional; bem como representantes da comunidade acadêmica, do Banco Central, de bancos públicos e privados, e de empresas que atuam nos setores considerados estratégicos.


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