14/09/2021 às 13h37min - Atualizada em 14/09/2021 às 13h37min

Viúva que organizou 'carreata da saudade' em homenagem ao marido assassinado é a mandante do crime

A polícia chegou a classificá-la como ‘Fria e calculista’

Com informações do G1
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu a investigação sobre a morte de um empresário de 37 anos que levou cinco tiros ao chegar em uma academia em 2020 e chegou ao desfecho de que a esposa da vítima é a responsável por ser a mandante do crime. A polícia chegou a classificá-la como ‘Fria e calculista’, pois a acusada liderou diversas mobilizações pela cidade pedindo justiça pelo assassinato do marido e empenho nas investigações.

Entenda o caso

O empresário Toni da Silva Flor, de 37 anos, foi morto no dia 11 de agosto de 2020, enquanto chegava em uma academia. Na época, imagens das câmeras de segurança mostram ele entrando no estabelecimento após ter sido baleado.

De acordo com a polícia, a viúva Ana Cláudia Flor, teria planejado o crime por razões financeiras. A polícia destaca que “O que chamou mais nossa atenção foi a frieza e a dissimulação da Ana Cláudia. Ela ia até a delegacia durante as investigações e chegou ao ponto de organizar uma carreata da saudade. É uma pessoa fria e calculista”, resumiu o delegado.

 A mãe do empresário destaca que “No dia do meu aniversário ela veio de tardezinha e falou: pensou que eu esqueci da senhora? Cantou parabéns para mim, me abraçou, me beijou. Mas dava aquele arrepio no meu coração, que era ela (que mandou matar Toni)”, comentou a mãe do empresário. Já a irmã de Toni, Viviane Aparecida Silva Flor, disse que ficou em choque ao saber que a cunhada era a mandante do assassinato e disse que se sentiu traída por Ana “Parece que eu tinha levado um murro na boca do estômago, sabe? Era uma sensação de dor, de nojo, de repulsa, porque se teve uma pessoa que confiou nela fui eu. Todo mundo falava que poderia ser ela, várias pessoas, né” relata.

Desfecho

A investigação tomou outro rumo quando duas semanas depois do assassinato, a delegacia recebeu um telefonema anônimo e alguém disse o nome Igor Espinosa. A partir deste momento, a polícia seguiu em sigilo a nova pista. O delegado conta que “A denúncia informava que o Igor teria comentado que teria matado um lutador de jiu-jitsu na porta de uma academia, e que esse crime teria sido encomendado pela viúva, pela esposa da vítima”, disse o delegado.


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