08/07/2019 às 20h00min - Atualizada em 08/07/2019 às 20h00min

TJAP dá início ao primeiro ciclo de feedbacks do Programa de Gestão por Competências

A etapa antecede a produção dos Planos de Desenvolvimento Individual (PDI) e faz parte do esforço de consolidação desta cultura de gestão.

TJAP
Segundo o diretor do Degesp, Diego França, o setor vai começar fazendo o dever de casa, mostrando como se faz por meio do exemplo. (TJAP)

O Departamento de Gestão de Pessoas (Degesp) do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) iniciou  o primeiro ciclo de feedback do Programa de Gestão por Competências da Justiça do Amapá. A etapa antecede a produção dos Planos de Desenvolvimento Individual (PDI) e faz parte do esforço de consolidação desta cultura de gestão.

Segundo o diretor do Degesp, Diego França, o setor vai começar fazendo o dever de casa, mostrando como se faz por meio do exemplo. “Todos os gestores do TJAP já estão capacitados para prosseguir com esta atividade, mas vamos reiterar parte desse conteúdo e partindo dos nossos gestores e nossa equipe, pois queremos que todo o Tribunal internalize essa experiência, aproveitando uma ferramenta de gestão que nos ajuda efetivamente no dia a dia de trabalho e no alcance dos objetivos e metas da Justiça do Amapá”, explicou.

“Tanto gestor quanto servidor passam a ter, com este processo, mais clareza sobre que aspectos podem se aprimorar e se desenvolver, inclusive para convergir seus esforços com o que for de interesse da instituição”, acrescentou Diego. Ele lembra que o primeiro ciclo avaliativo foi realizado ainda em 2018, e “neste mês de julho convidaremos cada gestor a reunir-se com seus servidores, um a um, para oferecer feedback, que é o retorno da avaliação, onde apresenta seus destaques positivos e os pontos em que precisa melhorar, especialmente nos quesitos técnico e comportamental”.

Enfatizando que os ciclos de avaliação e feedback serão anuais, visando um aprimoramento contínuo dos servidores e gestores da Justiça do Amapá, o diretor do Degesp garante que esta é a oportunidade de verificar as lacunas entre as capacidades técnicas e comportamentais de cada profissional e o ideal para a instituição. “Essa informação vai culminar no Programa de Desenvolvimento Individual (PDI), que servirá de base para a Escola Judicial do Amapá elaborar uma grade de cursos e conteúdos que preencha tais lacunas”, completou.

A servidora Aldenise Borges dos Santos explica que o processo de feedback teve início desde meados de março, mas com prazo para conclusão em 31 de julho. “Essa equipe do Degesp já iniciou os contatos presenciais com as lideranças para ofertar as orientações necessárias, inclusive diretamente no sistema de avaliação”, relatou.

“Estamos montando estratégias de atendimento em videoconferência para o caso de interiores mais distantes e com maior equipe a ser avaliada, como Laranjal do Jari, nas comarcas menores faremos um atendimento via telefone mesmo, com acesso simultâneo da plataforma”, explicou Aldenise.

A servidora ressalta que o trabalho também consiste em uma instrução e multiplicação dessas informações, pois cada liderança precisará sensibilizar seus servidores também para a produção do Plano. “O feedback é fundamental, mas a elaboração do PDI é necessária para que, após validação com o gestor, se possa disponibilizar a capacitação devida”, complementou.

A diretora da divisão de desenvolvimento e acompanhamento de pessoal do Degesp, Milena Salomão, foi uma das primeiras gestoras a executar a fase de feedback na área. “Precisamos demonstrar que este processo não tem nada a ver com demonstração de falhas ou punir, mas apenas evidenciar oportunidades de melhoria e em seguida disponibilizar estratégias, seja na forma de cursos, treinamentos ou até círculos de diálogo”, explicou Milena.

Embora o feedback feito naquele momento tenha base na avaliação de um outro gestor, Milena defende que “precisamos encarar com naturalidade e positividade mesmo esse distanciamento das etapas, que é natural na dinâmica da instituição à medida que a gestão muda, pois eu também entendo que a avaliação feita no ano passado é um retrato daquele momento e algumas lacunas já podem ter sido devidamente preenchidas”.

A servidora que recebeu este primeiro feedback foi Maria de Jesus dos Santos Oliveira, que assegurou que a ferramenta cumpre uma importante função, de permitir acesso às percepções de terceiros sobre sua atuação profissional. “Como o ser humano tem dificuldade de se distanciar de si mesmo, esta é uma oportunidade de se perceber pelos olhos do outro, pois muitas vezes você pode receber o reconhecimento positivo por atitudes que você mesma não percebeu que fez, assim como ter gerado impressões que não pretendia”, explicou.


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