07/10/2021 às 17h00min - Atualizada em 07/10/2021 às 17h00min

Goleira espanhola vai ao médico e recebe diagnóstico de “doença homossexual”

Durante a consulta, Alba Aragón se queixou de irregularidade do ciclo menstrual e se abriu com o médico sobre sua orientação sexual.

Com informações do Metrópoles
Foto: Reprodução/Twitter
A goleira do CAP Ciudad de Murcia, da Espanha, Alba Aragón foi ao Hospital Reina Sofía, na segunda-feira (4/10), para realizar exames ginecológicos de rotina e levou para casa um laudo com um diagnóstico de “doença homossexual”.
 

Durante a consulta, Aragón se queixou de irregularidade do ciclo menstrual, se abriu com o médico sobre sua orientação sexual e permitiu que este detalhe estivesse na sua ficha, mas não no espaço designado para doenças.

“Contei que era homossexual porque achei que pudesse ser relevante para os exames que iria fazer. Eu gosto de mulheres desde os 15 anos e não tenho vergonha de dizer. O que eu não esperava é que aparecesse no relatório literalmente como uma doença”, relatou a atleta de 19 anos.

Ela voltou com a família ao hospital para questionar o ocorrido e foi informada por um membro do local que já houve reclamações anteriores contra o mesmo profissional pelo mesmo.

Procurando apoio, Alba encontrou o coletivo LGBTQIA+ Galactyco, que enviou cartas ao Serviço de Saúde, exigindo uma atitude imediata, além de um pedido de desculpas à atleta.

O clube também se manifestou sobre o caso, ficando ao lado da goleira. “Exigimos que as responsabilidades sejam esclarecidas e apoiamos incondicionalmente a jogadora em sua corajosa reclamação”, publicou o CAP Ciudad de Murcia.

O Serviço de Saúde pediu desculpas e justificou o ocorrido alegando ter sido um “erro de computador”. Segundo Juan José Pedreño, o ministro de Saúde, não passou de um pequeno erro do médico que registrou a orientação sexual de Alba no local errado.

O hospital também se posicionou: “Lamentamos profundamente o erro cometido ao coletar os dados no relatório clínico do ginecologista que tratou a paciente”. A mãe da jogadora, no entanto, quer prestar um queixa formal contra o Serviço de Saúde e o médico que deu o “diagnóstico”.

 


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