11/10/2021 às 13h47min - Atualizada em 11/10/2021 às 13h47min

Operação "Creditos Podres": empresário foragido morre e processos contra ele são extintos outros envolvidos continuarão respondendo criminalmente.

Walmo Raimundo Maia Cardoso, de 56 anos estava foragido da justiça desde 2015 e era apontado como a mente por trás de um golpe de R$ 11 milhões na Assembleia Legislativa do Amapá. Empresário faleceu em maio deste ano vítima da Covid-19.

Da Redação
Foto: PF /Divulgação
Walmo  Raimundo Maia Cardoso, de 56 anos que estava foragido da justiça desde 2015 e era apontado como a mente por trás de um golpe de R$ 11 milhões na Assembleia Legislativa do Amapá faleceu em maio deste ano vítima da Covid-19. Com o falecimento do procurado todos os processos contra ele foram extintos.

O MPF pediu a extinção dos processos contra o empresário no dia 02 de agosto e a decisão foi proferida pelo juiz Jucélio Neto da 4* Vara Federal Criminal em Macapá.

O empresário chegou a ser preso temporariamente na 2* fase da Operação Créditos Podres deflagrada pela PF. 


Entenda o caso 

A empresa de Walmo Cardoso, Sigma Assessoria Empresarial, foi contratada por R$ 15 milhões em março de 2015 pela Assembleia Legislativa do Amapá  para negociação de dívidas previdenciárias.

A abertura de licitação para contratar a empresa, o anúncio da vencedora, a assinatura do contrato e os primeiros pagamentos ocorreram em menos de um mês.

De acordo com a investigação da PF e MPF, a empresa ofertava créditos com valores depreciados para compensação de dívidas previdenciárias da Assembleia. Mas os créditos, conforme o inquérito, eram, na verdade, inexistentes para a referida finalidade, prática conhecida por "créditos podres".

À época, a Assembleia afirmou que o caso foi denunciado por ela ao MPF. A Polícia Federal nega.

Walmo Cardoso revelou que a Sigma recebeu R$ 11 milhões da Assembleia. Do valor, a empresa teria ficado com R$ 2,7 milhões. Voltavam para a Casa e aos contratantes R$ 8,2 milhões.

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