25/11/2021 às 21h40min - Atualizada em 25/11/2021 às 21h40min

‘Iremos desenvolver políticas que englobem a nossa realidade’, afirma jovem eleita para Conselho LGBT+ de Macapá/Ap

Dez conselheiros foram eleitos para atuar durante o biênio 2022/2024.

Ascom/PMM
Foto: PMM

Na quarta-feira (24), a Prefeitura de Macapá realizou a segunda eleição para o Conselho Municipal LGBT de Macapá (CMLGBT), órgão criado pela Prefeitura em 2019, e que tem por objetivo deliberar, acompanhar e fiscalizar as políticas públicas voltadas para o público LGBTQIA+ no município de Macapá. Dez conselheiros da sociedade civil representando os segmentos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais foram eleitos em votação.

Uma das cidadãs escolhidas no segmento transexual, Céu Leehí, de 20 anos participou pela primeira vez da eleição na esfera municipal e afirma que é um passo extremamente importante para construir a política LGBT junto à Prefeitura de Macapá:

“Estou muito feliz em integrar o Conselho LGBT neste momento. O que eu espero agora é junto aos outros conselheiros, que possamos fazer com o poder público as políticas que englobem a nossa realidade de fato”, afirmou.

Atualmente, o CMLBT é vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), mas em breve o conselho passará a integrar a Secretaria Municipal de Direitos Humanos (SMDH), como explica o coordenador de Políticas da Diversidade, Edem Jardim:

“Já está tramitando um processo junto a Procuradoria do Município para que o CMLGBT integre à Secretaria de Direitos Humanos. É fundamental haver este conselho em nosso município. É um avanço e significa que temos um órgão necessário, que discute e cobra as políticas de governo para o público LGBTQIA+”, pontuou o coordenador.

A servidora pública Dandara Souza, de 25 anos, já compunha o Conselho no segmento bissexual. Eleita novamente, ela espera que haja um foco maior do poder público para a saúde da população LGBT e também geração de emprego e renda.

“Vamos lutar para que consigamos efetivar o plano de saúde integrada para a população LGBT+ do município, além de capacitar a população no sentido profissional para gerar emprego e renda entre nosso público. Isso tudo deverá ser desenvolvido com muito diálogo entre Conselho e Prefeitura”, concluiu.

 


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