27/04/2019 às 13h30min - Atualizada em 27/04/2019 às 13h30min

CE vai discutir importância da educação para combater violência contra a mulher

O debate vai reunir mulheres integrantes do Projeto Caminho das Flores, desenvolvido em 2018.

Agência Senado
Presidida por Dário Berger (D), Comissão de Educação fará na terça-feira a audiência proposta por Izalci Lucas (2º à esq., na bancada). (Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) se reúne na terça-feira (30), às 10h, para debater a importância da educação no combate à violência e no fortalecimento de políticas públicas para as mulheres.

“A proposta da audiência é abrir debates e iniciativas para um começo de mobilizações em que a bandeira de luta seja levantada no campo educacional com fins de mudar mentalidades, abrir espaços de poder e dar visibilidade social, fortalecendo as mulheres para que possam ser e fazer o que sonharem”, justifica o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), autor do pedido da audiência.

Para Izalci, o grande desafio no cenário atual de violência contra as mulheres não é apenas a ausência de leis, de rede de apoio e de políticas públicas, mas “a mentalidade formada ao longo dos séculos de misoginia, objetificação sexual e violência doméstica estabelecida principalmente no cotidiano das famílias e na ausência de conteúdos nas escolas que trabalham de forma efetiva o valor da mulher na sociedade”.

Caminho das Flores

O debate vai reunir mulheres integrantes do Projeto Caminho das Flores, desenvolvido em 2018. Promovido pela Polícia Civil do Distrito Federal em parceria com a comunidade, o Caminho das Flores realizou diversas ações de proteção e valorização da mulher entre 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e 30 de abril, Dia Nacional da Mulher. Integrantes do projeto vão falar sobre a necessidade da educação para o fortalecimento de direitos e oportunidades.

Foram convidadas para a reunião a policial civil Deise Luci de Andrade; a administradora regional de Taguatinga (DF), Karolyne Guimarães; a advogada e professora universitária Susana Bruna; a diretora de Gênero do Fórum de Mulheres do Mercosul, Lúcia Bessa; a delegada-chefe da 23ª Delegacia de Polícia da Ceilândia (DF), Márcia Margarete Pessanha; e a procuradora da Fazenda Nacional do Distrito Federal Neydja Morais.


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