17/07/2019 às 20h00min - Atualizada em 17/07/2019 às 20h00min

Aleitamento materno beneficia mãe e bebê

Recomendação da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde é de aleitamento materno até os dois anos ou mais, sendo de forma exclusiva até o sexto mês de vida do bebê

Saúde Brasil
A criança que recebe o leite da mãe no primeiro semestre de vida não precisa de qualquer outra fonte de alimento, nem mesmo água. (Saúde Brasil)
A cada ano que passa aumenta a conscientização da sociedade sobre a importância da amamentação até os dois anos ou mais, sendo exclusiva até os seis meses de idade do bebê. A criança que recebe o leite da mãe no primeiro semestre de vida não precisa de qualquer outra fonte de alimento, nem mesmo água.

A amamentação exclusiva passou de 3% em 1986 para 41% em 2008. A meta mundial é de alcançar 50% de aleitamento materno exclusivo até 2025. "Estamos comemorando a Semana Mundial da Amamentação com o intuito de envolver toda a sociedade nesta causa. Ao longo dos 26 anos de campanha, percebemos que as mães têm se conscientizado e o resultado disso são as taxas de aleitamento materno exclusivo que aumentaram", aponta Fernanda Monteiro, coordenadora das ações de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde.

“Cada vez mais encontramos grupos de mães que se unem em torno do aleitamento materno e se apoiam na fase da amamentação”, acrescenta Fernanda. Ela também lembra o papel fundamental dos profissionais de saúde, principalmente durante o pré-natal, na conscientização das mulheres.

Aleitamento materno para geração de vinculo
Maria Emília Rodrigues Miranda, 39 anos, tem três filhos mas só conseguiu oferecer a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses ao terceiro filho. "Nas duas primeiras gestações eu trabalhava e não tive o privilégio da licença maternidade, então tive de introduzir outros alimentos antes. Com o terceiro filho, hoje com um ano e quatro meses, foi diferente. Mãe, avós e tias me passaram a importância do aleitamento materno exclusivo e percebi o quanto foi interessante, tanto para mim quanto para o bebê. O vínculo entre nós dois está ainda maior", explica.

A professora Maria Elvira Oliveira de Jesus, 36 anos, obteve informações importantes antes mesmo do bebê nascer. "Já recebi a orientação da amamentação exclusiva desde o início, no atendimento no hospital, durante o pré-natal, mas também de alguns parentes e na mídia, que hoje ajuda bastante. Muitos estranharam essa questão de o bebê não precisar nem mesmo de água, mas o leite tem tudo o que a criança necessita", ensina Maria Elvira. "A amamentação exclusiva acalenta e acalma o bebê e é algo que vai além da nutrição. Ela gera um vínculo que toda mãe tem de experimentar. É um sentimento único, difícil de explicar, e que traz benefícios tanto para as mulheres quanto para os filhos."

É importante lembrar que a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde é de amamentar com leite materno até os dois anos ou mais, sendo de forma exclusiva até o sexto mês de vida do bebê. 

Leia mais Mitos e verdades sobre amamentação  

Semana Nacional de Amamentação 2018 
Com o slogan Amamentação é a Base da Vida, a nova campanha de aleitamento materno, lançada em 27 de julho, em alusão à Semana Mundial da Amamentação (1° a 7 de agosto), reforça a importância do leite materno para o desenvolvimento das crianças até dois anos e exclusivo até os seis meses de vida, orientação preconizada pela OMS. Além de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos, o aleitamento materno também reduz casos de diarreia, infecções respiratórias, hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade.

Para o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, é preciso incentivar a amamentação assim como a doação de leite também. “Quanto mais tempo as crianças são amamentadas, mais elas adquirem resistência às doenças. A mulher que amamenta tem benefícios para sua saúde. Peço que as mães, além de amamentar, também doem leite, que é fundamental para crianças que necessitam de leite materno. Estamos trabalhando para ampliar o número de salas de amamentação nas empresas e dentro dos nossos serviços de saúde”, destacou o ministro. 


Salas de Apoio à Amamentação 

Outro passo importante foi o aumento do número de implantações, por empresas privadas e públicas, de Salas de Apoio à Amamentação. Atualmente, o país possui 200 salas certificadas pelo Ministério da Saúde, com capacidade de beneficiar até 140 mil mulheres. Em 2014, eram 16 salas de apoio à amamentação.

As Salas de Apoio à Amamentação são locais simples e de baixo custo para as empresas, onde a mulher pode retirar o leite durante a jornada de trabalho e armazená-lo corretamente para que, ao final do expediente, possa levá-lo para casa e oferecê-lo ao bebê. 

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