24/07/2019 às 06h00min - Atualizada em 24/07/2019 às 06h00min

Programa Comunidade em Círculos do TJAP multiplica práticas restaurativas e técnicas de conciliação a moradores do bairro Congós

Segundo Ângela Martins, as práticas restaurativas podem ser aplicadas em qualquer relacionamento em que surja um conflito – e eles certamente vão surgir

TJAP
A ação formará 20 pessoas da comunidade para multiplicar as técnicas de resolução consensual de conflitos em suas, residências, vizinhanças e até no trabalho. (TJAP)

O Centro de Atividades Sociais da Periferia (CASP) do Congós recebe, por toda esta semana, o Programa Comunidade em Círculos, que capacita lideranças comunitárias e moradores em geral para utilizar técnicas de conciliação e mediação, além de práticas restaurativas em geral. Capitaneado pelo Juizado da Infância e Juventude – Área de Políticas Públicas, e tendo como facilitadora a servidora e pedagoga Ângela Martins, a ação formará 20 pessoas da comunidade para multiplicar as técnicas de resolução consensual de conflitos em suas, residências, vizinhanças e até no trabalho.

Segundo Ângela Martins, as práticas restaurativas podem ser aplicadas em qualquer relacionamento em que surja um conflito – e eles certamente vão surgir. “Os conflitos não acabam, mas podemos nos ajustar para tratá-los de forma mais construtiva e saudável”, garantiu.

“Essa comunidade nos chamou atenção por ter já iniciativas próprias, nascidas dentro da comunidade, tratando as questões que permeiam esta área de periferia, com moradores atuantes e empenhados na melhoria de suas vidas”, explicou a pedagoga.

 

Lembrando que o projeto nasceu em 2016, nas ações da Justiça Itinerante – Jornada Fluvial ao Bailique, Ângela ressaltou que foi retomado em 2019 aqui na Capital devido à percepção do magistrado que coordena o Juizado, o juiz Esclepíades de Oliveira Neto. “Percebemos uma redução lá no Bailique de cerca de 60% dos conflitos, que passaram a ser resolvidos em grande parte por meio de mediações e círculos de diálogo, alcançando uma resolução amigável pré-processual”, registrou.

A técnica de enfermagem e agente de saúde Carmem Duarte, moradora há 28 anos do bairro Congós, relata que nos atendimentos feitos à comunidade acaba detectando e mesmo se vendo no meio de muitas situações de conflitos que repercutem na rotina e na saúde dos moradores. “Quando soube por Ângela desse curso, lembrei de tudo isso e imaginei logo que estas técnicas poderiam me ajudar”, revelou.

“Acredito que se todos nós fizermos nossa parte, aplicando e ensinando essas técnicas, podemos mudar muito essa nossa realidade, seja por meio da igreja, do trabalho ou mesmo das relações”, defendeu Carmen.

A moradora Arlene Santos, pedagoga formada e graduanda em serviço social, também participa do curso e vê tais técnicas como úteis no dia a dia. “Também sou agente comunitária de saúde e me deparo quase diariamente com situações em que há crianças em situação quase de abandono dentro de casa, descuidos com alimentação e limpeza, e as técnicas de comunicação repassadas aqui também poderão nos ajudar a sensibilizar essas pessoas a dar um acompanhamento mais próximo”, ponderou Arlene.

 

O Programa Comunidade em Círculos passará toda esta semana, sempre das 08 às 12 horas, no CASP do Congós.


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