26/07/2019 às 06h00min - Atualizada em 26/07/2019 às 06h00min

Ampliar Canal da Barra Norte é fundamental para o desenvolvimento do Amapá, afirma Waldez

Governador participou da abertura de seminário sobre as condições de navegabilidade na Região da Barra Norte do Rio Amazonas, em Macapá.

Portal Amapá
Governador afirmou que mudanças na navegabilidade vão impactar positivamente no desenvolvimento econômico do Estado. (José Baía / Secom)

O governador do Amapá, Waldez Góes, destacou as vocações portuárias do Estado durante a abertura do Seminário sobre os Aspectos Gerais da Navegação em Lama Fluida e sua Aplicabilidade no Arco Lamoso da Região da Barra Norte do Rio Amazonas, no Sebrae, em Macapá. O evento segue até quarta-feira, 24, e é organizado pela Marinha do Brasil, que iniciou um estudo sobre as condições de navegabilidade na Barra Norte do Rio Amazonas - região que engloba os estados do Amapá, Amazonas e Pará.

A Marinha do Brasil mantém dois navios para realizar estudos na costa do Amapá, com investimento de R$ 10,5 milhões. Como resultado, espera-se atualizar as cartas náuticas (espécies de mapas marítimos) e, assim, obter informações importantes sobre a navegabilidade na região, que possui características próprias, como o fenômeno da erosão (terras caídas).

Waldez lembrou que, além de grandes rios, o Amapá possui uma posição geográfica privilegiada, limitando-se com o Pará, o Suriname, a Guiana Francesa (que integra a União Europeia).  "Esse debate é fundamental para que o Amapá, pela vocação portuária que tem, possa agregar mais conhecimentos e, assim, aumentar a navegabilidade no Canal Norte, que poderia receber navios com maior potencial de cargas. Isso terá reflexos no desenvolvimento do nosso Estado”, registrou o governador.

O principal objetivo da pesquisa é aumentar o volume de cargas transportadas ao desenvolver condições para ampliar o tamanho do calado (altura do casco do navio que fica submersa) dos navios que circulam na Barra Norte do Rio Amazonas. O calado máximo na Barra Norte do Rio Amazonas é de 11,70 metros com capacidade para 52 mil toneladas – o equivalente a 2600 caminhões. “Com um calado maior, o navio pode transportar mais toneladas de cargas, impulsionando a economia local, uma vez que o transporte hidroviário é mais ágil e econômico do que o rodoviário e o ferroviário”, explicou o comandante do 4º Distrito Naval, vice-almirante Newton de Almeida Costa Neto.

Potencialidades

Para o vice-presidente da Internacional Maritime Pilot’s Association (IMPA), Ricardo Falcão, ampliar a capacidade dos calados é uma forma de impulsionar o desenvolvimento regional.  “Nossa ideia é que o Amapá possa ter condições de obter um calado máximo de 11,90 metros ou talvez de 12 metros, porque a gente conseguiria transportar 10% a mais em cada navio. O Amapá se tornaria um ambiente mais atrativo para quem quer investir”, explicou Falcão.


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