23/05/2022 às 11h55min - Atualizada em 23/05/2022 às 11h55min

“Levei tiro por causa de R$ 4”, diz atendente do McDonald’s baleado

Mateus Domingues Carvalho falou pela primeira vez após ser baleado por um sargento dos Bombeiros em uma unidade do McDonald's, no Rio

Com informações do Metrópoles
Foto: Reprodução/TV Globo
O atendente do McDonald’s Mateus Domingues Carvalho (foto em destaque), 21 anos, confirmou que foi baleado pelo sargento do Corpo de Bombeiros Paulo César de Souza Albuquerque após uma discussão por causa de um cupom de desconto. “Eu levei um tiro por causa de R$ 4”, disse, em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, nesse domingo (22/5).

O rapaz que estava internado no Hospital Marcos Moraes, na Tijuca, teve alta na quarta-feira (18/5). Ele passou por cirurgia no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, e perdeu o rim esquerdo. A bala atingiu ainda o intestino e se alojou nas costas.

O rapaz, que estava feliz com o primeiro emprego de carteira assinada, falou pela primeira vez sobre o caso. Ele contou que tudo ocorreu por volta das 2h do dia 9 de maio.

O salão da lanchonete na Taquara estava fechado e os clientes usavam o serviço drive-thru. “Quando chegou por volta das 2h tinha um carro na frente, antes dele (do bombeiro). Estava muito cheio de gente e nisso ele já estava bem alterado lá atrás. Buzinando muito, muito, muito”, disse.

Segundo o jovem, o homem se irritou porque o atendente não considerou o cupom do desconto, apresentado após o pedido ter sido feito. “Foi uma coisa muito fútil, cara. Se ele esperasse um minuto eu ia chamar o gerente, ele ia bater o cupom. Ele ia levar o que ele queria”, ressaltou Mateus.

Mateus está usando uma bolsa de colostomia e vai passar por outra cirurgia para retirá-la em dois meses. “Minha vida mudou literalmente da noite para o dia”, afirmou.

O acusado se entregou na 32ª Delegacia de Polícia (Taquara), na última sexta-feira (20/5), após a Justiça expedir mandado de prisão preventiva contra ele. A determinação foi expedida pelo juiz Gustavo Gomes Kalil, do 4º Tribunal do Júri, na quinta-feira (19/5). No documento, o magistrado afirma que a prisão é necessária para garantir a “integridade física e psíquica das testemunhas e, especialmente, da vítima sobrevivente”.

 


Notícias Relacionadas »
Comentários »