25/05/2022 às 16h08min - Atualizada em 25/05/2022 às 16h08min

Cassação de Gabriel Monteiro: ex-assessores prestam depoimento na Câmara

Vereador é acusado de assédio moral e sexual

Com informações do Enfoco Notícias
Foto: Reprodução/TV Globo

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal do Rio começou a ouvir, nesta quarta-feira (25), as testemunhas de acusação no processo disciplinar contra o vereador Gabriel Monteiro (PL). Os primeiros a falarem foram os ex-assessores do político, Heitor Monteiro de Nazaré Neto e Vinícius Hayden Witeze.   

Os vereadores Chico Alencar (PSOL), relator do processo, Alexandre Isquierdo (DEM), Zico (Rep), Teresa Bergher (Cidadania), Rosa Fernandes (PSC), Luiz Ramos Filho (PMN), Wellington Dias (PDT) começaram os trabalhos com 20 minutos de atraso.

Gabriel Monteiro chegou a comparecer na sala, mas teve que se retirar, já que não podia acompanhar as declarações, ficando apenas três advogados de defesa dele.

Vinícius Hayden, o Vinícius Ziza, ex-assessor do vereador Gabriel Monteiro, foi a primeira testemunha a depor. Ele permaneceu por cerca de três horas em sala fechada com os membros do Conselho e saiu sem falar com a imprensa.

Até a publicação da matéria o Conselho não havia divulgado o teor dos depoimentos.  

No próximo dia 31, mais duas testemunhas de acusação vão prestar depoimentos. Já no dia 1º de junho acontece a oitiva de uma testemunha de defesa e outra de acusação. Nos dias 2 e 7 de junho, outras seis testemunhas indicadas pela defesa prestam depoimentos.

A fase de colheita de provas testemunhais será finalizada no dia 9 do mesmo mês, quando será ouvida a última testemunha arrolada por Gabriel Monteiro. Depois dos depoimentos, o relator do processo vai ter cinco dias úteis para se manifestar.

Gabriel Monteiro é acusado de estupro, assédio sexual e moral, além da suspeita de forjar vídeos para a internet.
 

Nesta terça-feira (23) o conselho aceitou que Monteiro possa contar com oito testemunhas de defesa. O conselho analisa se houve quebra de decoro parlamentar, que pode levar à cassação do mandato do vereador. 

O Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil ainda não enviaram para o Conselho de Ética os inquéritos com informações 'substantivas' e 'gravosas' que ainda precisam ser analisadas. Segundo o relator, será feito um novo pedido.

"Vamos reiterar o pedido de compartilhamento de provas nos próximos dias para que possamos analisá-las e incluí-las em nosso relatório", adiantou.


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