15/06/2022 às 15h36min - Atualizada em 15/06/2022 às 15h36min

Suspeito confessa assassinato no Amazonas e indica local onde corpos estariam

Um dos pescadores detidos pela Polícia Federal no Amazonas confessou aos policiais ter matado, esquartejado e ateado fogo nos corpos do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira

Com informações do R7
Foto: Bruno Kelly/Reuters - 15.06.2022
Um dos pescadores detidos pela Polícia Federal no Amazonas confessou aos policiais ter matado, esquartejado e ateado fogo nos corpos do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, desaparecidos desde o dia 5 na região do Vale do Javari. Osoney da Costa e Amarildo dos Santos estão presos e foram vistos por testemunhas perseguindo a lancha dos profissionais.

De acordo com informações obtidas pelo R7, um dos suspeitos informou o local em que os corpos foram incendiados e abandonados. Equipes da Polícia Federal foram até a região, nesta quarta-feira (15), para tentar confirmar a informação. 



A Polícia Federal levou um dos suspeitos ao local onde são realizadas as buscas. No começo da tarde, o pescador entrou em uma lancha com as equipes de investigação e seguiu para o local onde os corpos teriam sido deixados. Encapuzado, ele foi colocado na parte da frente da embarcação para indicar o caminho.

Além das buscas, a PF analisa o material orgânico encontrado em um rio da região e compara com amostras de DNA entregues pela família dos desaparecidos. Entre o material analisado está um estômago humano.

Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira desapareceram enquanto realizavam entrevistas para a produção de um livro e reportagens sobre invasões nas terras indígenas da região. Eles partiram rumo à cidade de Atalaia do Norte, mas não chegaram ao destino.

Itens pertencentes a eles, como mochila, botas e uma calça já tinham sido encontrados na semana passada.

 

Vale do Javari

A Terra Indígena Vale do Javari, onde forças de segurança fazem buscas pelo indigenista da Fundação Nacional do Índio (Funai) Bruno Araújo Pereira e pelo jornalista britânico Dom Phillips, é palco de conflitos que envolvem garimpo, extração de madeira, pesca ilegal e narcotraficantes. O indigenista e o repórter do jornal The Guardian sumiram no último domingo (5) quando faziam o trajeto entre a comunidade ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte, a 1.135 quilômetros de Manaus.

Com 8,5 milhões de hectares, a terra indígena fica localizada no extremo oeste do Amazonas, na fronteira com o Peru, e abriga ao menos 14 grupos isolados — a maior população indígena não contatada do mundo. A área é a segunda maior terra indígena do país — atrás apenas da Yanomami, com 9,4 milhões de hectares — e tem acesso restrito, feito apenas por avião ou barco, já que a região não tem eixos rodoviários nem ferroviários próximos.


 


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