22/06/2022 às 17h01min - Atualizada em 22/06/2022 às 17h01min

Após acidente com Super Bonder, criança consegue abrir o olho pela primeira vez

Sofia Gabriele, de 2 anos, aplicou cola Super Bonder nos olhos enquanto brincava em casa em Ceilândia (DF)

Com informações do Metrópoles
Foto: Reprodução/Metrópoles
Após passar seis dias com o olho grudado com cola Super Bonder, a pequena Sofia Gabriele, de 2 anos, abriu o olho pela primeira vez nesta quarta-feira (22/6). A menina passou por tratamento ocular na terça (21/6), no Hospital de Base do Distrito Federal, e precisou remover todos os cílios do olho direito.

“Está sendo um alívio gigantesco. Perceber que ela não teve sequelas após quase uma semana sendo negligenciada é uma vitória muito grande. Tudo que nós queríamos ela era bem”, comemorou Banita Garcia, 37 anos, madrinha da Sofia.

O procedimento que Sofia passou era delicado pois havia chances de lesionar a córnea. Agora, a menina deve seguir o tratamento com um oftalmologista a fim de evitar sequelas.
 

Coca-Cola no olho

O acidente aconteceu na quinta-feira (16/6), enquanto Sofia brincava em casa, no P Sul, em Ceilândia. Ao perceber que a criança estava com cola no olho, a mãe da menina, Naiane de Souza, 34, iniciou os primeiros socorros e lavou os olhos de Sofia. Em seguida, entrou em contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que a levou para o Hospital de Base.

A equipe médica examinou Sofia e informou que Naiane deveria voltar para casa e lavar os olhos da criança com Coca-Cola. Somente depois de passar por avaliação em uma clínica especializada, a cuidadora de idosos descobriu que a garota teria de passar por um procedimento cirúrgico no olho direito.

“A orientação foi que a gente passasse refrigerante nos olhos, nas mãos e fizesse compressa com água morna. A gente até passou nas mãos e os dedos descolaram, mas a gente não ia aplicar nos olhos. Os médicos fizeram pouco caso”, contou Naiane.

 

Ao Metrópoles, Naiane declarou que sofreu negligência médica e que, caso a filha tivesse passado mais tempo com cola nos olhos, poderia ter tido “problemas bem mais sérios”.

Em nota, o Instituto de Gestão Estratégia de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), à frente da gestão do Hospital de Base, informou que a equipe de oftalmologia realizou o corte de alguns cílios da criança que ainda permaneciam colados. “O procedimento seria realizado ainda ontem, 20 de junho, porém, a mãe forneceu alimentação à criança, contrariando a orientação médica, o que impossibilitou a sedação da paciente para que o procedimento fosse feito”.

O HBDF destaca que todo o tratamento realizado desde 16 de junho, quando foi prescrito o uso de pomadas e compressa com água morna, garantiu o sucesso do tratamento ocular. “A criança não possui lesão ocular e não corre risco de perder a visão em razão do incidente”.

“Sobre a indicação de cirurgia prescrita pelo Hospital Regional da Asa Norte, ela foi considerada, entretanto condutas médicas podem ser mudadas a qualquer momento de acordo com a evolução do estado do paciente no momento da avaliação” finalizou.


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