28/06/2022 às 12h34min - Atualizada em 28/06/2022 às 12h34min

Registros de armas de fogo crescem quase 5 vezes no governo Bolsonaro

Até 1º de junho deste ano, 673.818 pessoas tinham certificado de registro de armas de fogo, segundo dados do Exército

Com informações do Metrópoles
Foto: Reprodução
O número de pessoas com registro de atividades de caçador, atirador desportivo e colecionador (CAC) cresceu 474% durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta terça-feira (28/6).

Até 1º de junho deste ano, 673.818 pessoas tinham certificado de registro de armas de fogo. Em 2018, havia 117,5 mil pessoas com a certificação.

Além disso, o Anuário do FBSP traz dados gerais sobre o número de registros ativos e inativos do país, considerando o total de 4,4 milhões de armas que hoje se encontram em estoques particulares.

 

Na prática, existem atualmente, em estoques particulares, mais armas de fogo do que em órgãos públicos – como as polícias civis, federal, rodoviária federal e guardas municipais, além de instituições como tribunais de Justiça e Ministério Público.

Do total, 1,542 milhão estão com registros expirados, o que indica que há uma arma irregular a cada três armas registradas no país.

São Paulo concentra a maior parte dos registros CAC (26%), seguido pelo grupo que inclui Paraná e Santa Catarina (16% do total). O outro estado do Sul do país, Rio Grande do Sul, representa 11% do total.

Ou seja, apesar de ter 14% da população brasileira, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2021, a região Sul tem 25% dos registros CAC no Brasil.


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