05/08/2022 às 00h53min - Atualizada em 05/08/2022 às 00h53min

PF volta ao Tribunal de Justiça do Pará para cumprir novos mandados de busca e apreensão

A operação que segue desde ontem em residências e gabinetes de desembargadores e servidores da justiça paraense é desdobramento da Para Bellum, operação ocorrida em junho de 2020

Com informações do LiveNews
Foto: TJ/Reprodução
Na manhã desta sexta-feira (5), agentes da Polícia Federal voltarão à sede do Tribunal de Justiça do Pará e na residência de diversos servidores públicos da justiça estadual para dar seguimento ao cumprimento a mais quatro mandados de busca e apreensão, em gabinetes de desembargadores do Pará, acusados de pedirem favores e benifícios para paraentes e amigos ao governo do Pará.
 

Desde ontem (04), a Polícia Federal cumpre determinação do Ministério Público Federal e dá batida nos gabinetes e residências de diversos desembargadores paraenses. Até o momento do fechamento desta matéria, não há nenhma explicação ou posicionamento por parte do Tribunal de Justiça do Pará.

O clima é de tensão e silêncio.

Segundo informações colhidas com servidores públicos do TJE-PA, mais quatro gabinetes de desembargadores estão sendo revirados pelos agentes da Polícia Federal, que ocupam e interditaram o acesso ao segundo andar do prédio da justiça estadual, de onde são levados celulares, computadores e diversas pastas de documentos. Ninguém entra e ninguém sai do local.

A medida faz parte da Operação “Quem Indica”, que desde ontem cumpre mandados de busca e apreensão, nas casas e gabinetes de desembargadores envolvidos em denúncias de favorecimento pessoal, de seus familiares e amigos, junto ao governo do estado.

Segundo informação dos servidores do TJE-PA, a nova batida alcançou os gabinetes dos desembargadores Ronaldo Vale, José Roberto Maia Bezerra Júnior e das desembargadoras Maria Edwiges e Nazaré Saavedra.


 

As ações tiveram origem no despacho do ministro Francisco Falcão, que autorizou a Operação Para Bellum, desencadeada em junho de 2020, para investigar supostas fraudes na compra de R$ 50,4 milhões em respiradores pulmonares durante o pico da pandemia da covid-19. Autorizada pela ministra Nancy Andrighi, do STJ as investigações atingiram diversos desembargadores.

Ontem já haviam sido alvos, os gabinentes de Rômulo José Ferreira Nunes e Ricardo Ferreira Nunes, Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos e Vânia Lúcia Carvalho da Silveira, além de servidores lotados na Procuradoria-Geral do estado e na Secretaria de Cultura – pasta comandada na época das denúncias, pela jornalista Ursula Vida – hoje sob o comando de Bruno Ferreira, que era secretário adjunto e assumiu o cargo deixado pela titular por força da legislação eleitoral, que determina o prazo de 6 meses para descompatibilização dos cargos públicos, todos aqueles que se candidatam às eleições.

Ursula pretende concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, pelo MDB, seu 6º partido, de 2014 prá cá.


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