29/04/2019 às 06h00min - Atualizada em 29/04/2019 às 06h00min

Policiais civis da DEMA combatem extração ilegal e furto de madeira em reserva florestal de Moju

Foram detidas três pessoas que estavam lapidando estacas extraídas da reserva.

PC
Local usado como abrigo na floresta. (PC)

A Polícia Civil deu continuidade à operação Invernada, em Moju, nordeste paraense, para combater crimes ambientais, como extração ilegal de madeira, praticados em uma área de reserva florestal de preservação permanente na região. A ação policial foi deflagrada por policiais civis da Divisão Especializada em Meio-Ambiente (DEMA).

Foram detidas três pessoas que estavam lapidando estacas extraídas da reserva. Os policiais civis apreenderam um trator amarelo conhecido como Jericó e encontraram um local usado como abrigo e beneficiamento da madeira extraída ilegalmente na área. Os resultados foram divulgados pelo responsável pela operação, delegado Ivanildo Santos, da DEMA.

 

Conforme o policial civil, a ação policial é resultado de investigações sobre extração ilegale furto de madeira da área de reserva florestal de preservação permanente localizada na área da Fazenda Amanda, de propriedade da Empresa Biopalma, na Rodovia PA 150, Km 33, zona rural de Moju. A madeira extraída da reserva de floresta é revendida em serrarias clandestinas, em Tailândia e em Moju.

A operação foi deflagrada, inicialmente, no dia 10 de abril deste ano. Na ocasião, dez pessoas foram detidas e toras de madeira, motosserra e dois veículos usados nos crimes ambientais foram apreendidos. Em 17 de abril, policiais civis da DEMA estiveram novamente na região para reprimir crimes ambientais de extração ilegal de madeira na reserva florestal. Quatro pessoas foram detidas e conduzidas para a Delegacia de Moju para lavratura dos procedimentos por crime ambiental.

Dois caminhões com cerca de 46 toras de madeira de espécies diversas, que haviam sido extraídas ilegalmente da área, foram apreendidos. Os investigados detidos respondem por crimes de associação criminosa, furto qualificado e receptação. Desta vez, explica o delegado Ivanildo Santos, a equipe da DEMA formada pelo escrivão Walber e investigadores Monteiro e Silvio Alex, sob coordenação do delegado, retornou à região para dar continuidade ao combate aos crimes ambientais, uma vez que as práticas criminosas ainda continuavam sendo praticadas na região. A equipe da DEMA foi à região acompanhada da equipe da perícia do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, que ficou responsável em quantificar a extensão do dano ambiental gerado pela extração ilegal da madeira na região.


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