29/04/2019 às 10h00min - Atualizada em 29/04/2019 às 10h00min

VEM BAILAR

Mais do que uma forma de se divertir e mexer o corpo, a dança também é uma aliada na prevenção de doenças e na manutenção do bem-estar e da saúde mental

Oswaldo Cruz
Além de fortalecer músculos, ossos e articulações, tornear o corpo, liberar as tensões e queimar calorias, a dança tem funções que, provavelmente, você não imagina. (Oswaldo Cruz)
Das antigas danças indígenas aos passos sincronizados dos desfiles de Carnaval; dos movimentos rígidos do balé clássico à liberdade da zumba; da coreografia intensa das danças de salão às improvisações nas pistas de baladas, a dança sempre encontra uma forma de se manifestar. Todas essas opções, sem exceção, têm seus benefícios – que vão muito além da pura diversão. Corpo, mente e alma são favorecidos, e isso está ao alcance de qualquer pessoa. “Se você não pode dançar em pé, pode dançar sentado; se tem restrições de movimento nos braços, pode mexer as pernas. Sempre há um jeito de dançar”, comenta a professora de jazz Flavia Lucato.

 

Além de fortalecer músculos, ossos e articulações, tornear o corpo, liberar as tensões e queimar calorias, a dança tem funções que, provavelmente, você não imagina. Uma delas é a melhora da memória, do equilíbrio e das funções cerebrais. Um estudo do Centro Alemão para Doenças Degenerativas de Magdeburgo, publicado no periódico Frontiers in Human Neuroscience no ano passado, mostrou que dançar pode ajudar a reverter sinais de envelhecimento no cérebro.

 

Em idosos, a atividade pode contribuir no tratamento e prevenção do Alzheimer.
“Indivíduos em estágios iniciais da doença podem sentir melhora em atividades rotineiras, como se vestir, tomar banho ou comer sozinhos, porque a dança promove um acréscimo do autoconhecimento e da percepção corporal”, destaca o Dr. Omar Jaluul, geriatra do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. E não só o Alzheimer. Segundo o médico, doenças como pressão alta, diabetes, osteoporose e depressão podem apresentar melhoras com a atividade.

Para quem se dedica a aprender uma dança, cada aula é uma nova descoberta. “É quase uma meditação, pois você precisa se concentrar em seu corpo, em seus movimentos. Uma forma de
estar presente no aqui e no agora”, comenta Luis Ribeiro, professor de balé clássico. “Também é um processo muito bonito, pois permite conhecer melhor o corpo, ganhar domínio dos
movimentos, praticar a resiliência e descobrir novas sensações.”

Na dança, segundo ele, você pode ser quem realmente é. “Nunca vai haver dois corpos iguais. Cada pessoa se conecta com o espaço e se expressa à sua própria maneira.” E esse processo é
pessoal e intransferível, diz o professor. “Dançar é algo que ninguém pode fazer por você.”


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