29/09/2023 às 09h19min - Atualizada em 29/09/2023 às 09h19min

Justiça autoriza bloqueio de bens, e PF faz buscas em endereços de alvo da 18ª fase da Operação Lesa Pátria

Prejuízo dos atos pode chegar aos R$ 40 milhões - Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (29) a 18ª fase da Operação Lesa Pátria, que investiga os atos do 8 de Janeiro. Os agentes cumprem um mandado de busca e apreensão no Distrito Federal. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, que também determinou o bloqueio de bens e ativos do investigado. A PF calcula que os danos ao patrimônio público causados pelos atos extremistas tenham gerado prejuízos de cerca de R$ 40 milhões.

A operação tem como objetivo identificar participantes e financiadores dos atos ocorridos em 8 de janeiro. Nesse dia, o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF foram invadidos e depredados.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

 

O nome do alvo não foi divulgado até o momento, e as investigações continuam.


 

17ª fase

A Polícia Federal cumpriu na quarta (27) três mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão contra suspeitos de terem participado, financiado ou fomentado os atos extremistas do 8 de Janeiro. Os mandados foram cumpridos em São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás.

O empresário Aildo Francisco Lima, conhecido como "Bahia", está entre os presos da 17ª fase da Operação Lesa Pátria. O homem ficou conhecido por fazer uma live sentado na cadeira do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes durante os atos extremistas em 8 de janeiro. Bahia foi preso em São Paulo. Outros dois mandados de prisão foram autorizados: Basilia Batista, também em São Paulo, e Margarida Marinalva de Jesus Brito, no DF.




Com informações do R7

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