11/02/2020 às 17h25min - Atualizada em 11/02/2020 às 17h25min

Acordo possibilita transferência de paciente de Oiapoque para Caiena

Adolescente, de 13 anos, estava em estado grave com quadro de cardiomegalia. Estabilização e tratamento serão feitos em Caiena.

Ascom - GEA
Paciente sendo recebido pela equipe francesa. Foto: Arquivo Hospital de Oiapoque
 

O Acordo de Cooperação para o atendimento de urgência e emergência na área de fronteira entre Brasil e França, possibilitou o salvamento de um jovem brasileiro transferido na segunda-feira, 10, para um hospital em Caiena, no território francês.

O paciente, de 13 anos, estava internado no Hospital Estadual de Oiapoque (HEO) e precisava ser transferido para receber assistência com aparato especializado. Segundo a unidade, ele tem cardiomegalia, que é uma anormalidade de aumento do coração.

Devido a longa distância até a capital amapaense, a direção do HEO recorreu à Guiana Francesa, pelo Acordo de Cooperação, que estabelece diretrizes e protocolos de atendimento de urgência e emergência para a assistência na área de fronteira.

Para evitar um ataque cardíaco, o adolescente precisa de tratamento específico, então teve que ser levado até a Ponte Binacional, onde foi recebido por uma equipe francesa e encaminhado ao hospital da Guiana para, primeiramente, ser estabilizado.

“O paciente foi estabilizado na Guiana, mas como o quadro ainda é considerado grave foi encaminhado para Caiena. Ele está sendo assistido por equipes francesas, mas segue sendo monitorado por nós” ressaltou o diretor do HEO, Reginaldo Soares.
 

Acordo de Cooperação

O vínculo é fruto de tratativas que vêm sendo feitas desde 2010, quando houve o pacto de promoção à saúde entre Brasil e França, através do Ministério da Saúde. Atualmente, os acordos são feitos pelo Comitê Estadual de Saúde, para reduzir as burocracias.

No ano passado, 20 pacientes brasileiros foram transferidos e receberam assistência médica do lado francês e 18 estrangeiros no Hospital de Oiapoque.

Segundo o secretário de saúde, João Bittencourt, também foi assinado um termo para disponibilizar intérpretes para facilitar a comunicação.

“Nesses casos, a comunicação para a transferência do paciente, bem como o monitoramento dele, é feita entre os médicos da regulação do hospital de Oiapoque e da Guiana. Em dezembro do ano passado nós fomos até Oiapoque assinar um termo para disponibilizar dois tradutores que auxiliarão essa tramitação do nosso lado”, disse.


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