10/05/2019 às 14h00min - Atualizada em 10/05/2019 às 14h00min

Programa Radiofônico Justiça em Casa recebe Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Amapá

Participaram da entrevista os advogados Vanessa Cruz, José Souza e Eduardo Pereira.

TJAP
O programa radiofônico Justiça em Casa, que vai ao ar pela Rádio Universitária FM recebeos membros da Comissão Especial da Verdade sobre a Escravidão Negra no Amapá. (TJAP)

O programa radiofônico Justiça em Casa, que vai ao ar pela Rádio Universitária FM  recebeos membros da Comissão Especial da Verdade sobre a Escravidão Negra no Amapá, criada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AP) para fazer um resgate histórico do período escravocrata e discutir formas de reparação. Participaram da entrevista os advogados Vanessa Cruz, José Souza e Eduardo Pereira.

Os trabalhos tem sido realizados por meio de parcerias com movimentos sociais, jornalistas, advogados, faculdades e demais instituições pública, “Queremos saber como se reflete esse período de escravização aqui no Amapá nos dias de hoje, o que aconteceu com essas pessoas, como e onde seus descendentes vivem. Temos netos, bisnetos e até mesmo pessoas vivas que ainda têm lembranças do que ouviram durante sua infância sobre este período”, disse a presidente da comissão, advogada Vanessa Cruz.

De família tradicional e negra, o advogado e secretário da comissão José Souza, morador do bairro do Laguinho, disse que “até hoje, quando é feito um convite para alguns moradores do bairro irem à sede da OAB discutir sobre as causas do movimento negro, há aqueles que perguntam se podem entrar lá, ou seja, uma distância social que ainda permanece enraizada nos costumes da população e que precisa mudar”.

A comissão também quis saber quais foram, como e por quem foram cometidos os crimes contra os negros na época. O advogado Eduardo Pereira, que também compõe a comissão, reitera a relevância do trabalho e o desafio de pesquisar esta parte sombria da história do Amapá. “Há relatos nos mostram que a Fortaleza de São José e a cidade de Mazagão, por exemplo, foram construídas por escravos negros. Mas, afinal, quem eram esses escravos, quantos eram, de onde vieram, como vieram? Precisamos dessas respostas”, finalizou.


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