20/07/2020 às 14h20min - Atualizada em 20/07/2020 às 14h20min

Vacina de Oxford é segura e induz imunidade, apontam teste.

Da Redação
Foto:Reuters/Athit Perawongmetha/Reprodução.
Os primeiros resultados do ensaio envolvendo cerca de 1.077 pessoas divulgados hoje na renomada revista The Lancet, demonstram que a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, é segura e capaz de desenvolver anticorpos contra o novo coronavírus. 

De acordo com os pesquisadores, a vacina AZD1222 aumentou os níveis de anticorpos neutralizantes protetores e células que atacam o vírus. O estímulo à produção de anticorpos neutralizantes, na criação de um antídoto, é considerado um passo importante para os testes.”Estamos vendo respostas imunes muito boas, não apenas em anticorpos neutralizantes, mas também em células T”, afirmou o chefe do Jenner Institute de Oxford, Adrian Hill.

A fórmula está sendo testada no Brasil em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e O Instituto D'Or, no Rio e segundo a OMS, a vacina de Oxford é a mais adiantada das que estão em pesquisa para combater o novo coronavírus e está na terceira e última fase de estudos clínicos, quando é avaliada sua eficácia para imunizar seres humanos. 

Essa terceira etapa de testes acontece simultaneamente no Reino Unido, no Brasil e na África do Sul, a vacina está sendo testada em 50 mil pessoas. 

Efeitos colaterais

O grupo que recebeu a vacina apresentou algumas reações locais e sistêmicas, como fadiga, dor muscular, febre e dor de cabeça.
Não foi registrado nenhum "evento colateral sério".

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