25/07/2020 às 08h45min - Atualizada em 25/07/2020 às 08h45min

Novos hábitos de consumo e tecnologia trazem mudanças nas estratégias de marketing e propaganda das grandes empresas

Como os novos hábitos de consumo e as tecnologias estão afetando os desempenhos em propagandas televisivas e o que as grandes empresas podem fazer para tirar proveito dessa nova realidade.

DINO
https://outbrand.com.br/
Youtube


Conhecer seu público consumidor, saber como e quando é o momento certo de atingi-lo são os objetivos de qualquer CMO ( Chief Marketing Officer)  de uma companhia.

Com os novos tempos, os hábitos de consumo mudaram, a atenção está cada vez mais disputada e os velhos meios de comunicação estão diariamente perdendo força e precisando se reinventar rapidamente, se adequando às novas regras criadas pelo online.

O poder da escolha está a um clique, nunca se falou tanto em usabilidade e experiência do usuário. Ele já não quer interrupções em sua experiência ou então propagandas que se tornam ruídos, uma vez que estão desconectadas com o conteúdo que está sendo consumido.

Basicamente, se o ouvinte não gosta do conteúdo que está sendo exibido, direciona sua atenção para onde realmente interessa, onde sua vontade e necessidade está.

As TVs, com seus modelos engessados, grades definidas e propagandas desalinhadas com o conteúdo e consumidor e o nascimento e crescimento de novas tecnologias de Streaming vêm causando uma rápida mudança na forma como o mundo consome conteúdos, principalmente em vídeo.

Em um levantamento feito pela Cisco, até 2021, 82% do tráfego da internet será gerado por conteúdos em vídeo, comprovando que, de fato, novos hábitos de consumo estão sendo desenvolvidos gerando renovadas perspectivas nas áreas de propaganda, marketing e vendas.

Seja impulsionado pela atual crise, ou não, grandes e significativas mudanças estão ocorrendo nos hábitos dos consumidores. Reagir a elas é fundamental para que as empresas continuem crescendo e performando em suas vendas, caso contrário, a demora nesta reação podem ocasionar grandes perdas de mercado para os concorrentes mais ágeis e dispostos a se adequar a esta nova realidade.

De acordo com a pesquisa encomendada pelo Google em 2019, nos últimos 4 anos, o crescimento de visualizações de vídeos na web foi de 165%. Além disso, houve também um aumento de 70% no tempo de permanência nas plataformas. No mesmo período, a pesquisa indica que 9% dos brasileiros deixaram de acompanhar a TV aberta, comprometendo o crescimento em seu consumo, que foi de apenas 24%. Estatísticas que geram fortes evidências de que já não se trata mais de uma tendência, mas sim de uma realidade pouco explorada.

A liberdade na escolha do conteúdo e serviços cada vez melhores de streaming, fez com o ouvinte mudasse de perspectiva, saindo da esfera de receptor de informações para consumidor e produtor de conteúdo.

De modo totalmente contra intuitivo, engana-se quem pensa que esse aumento de 165% de crescimento nas visualizações web foi puxado pelos smartphones. Quem causou essa mudança foram as Smart TVs, isso mesmo, lado a lado com o YouTube, serviço preferido pelos brasileiros.

Nasce então uma nova TV...a TV 2.0.

Só no YouTube são mais de 2 bilhões de usuários mensais e mais de um bilhão de horas de conteúdo em vídeo consumidas diariamente, levando o website ao segundo mais acessado no mundo, somente atrás do buscador (Google.com).

Em paralelo a essas mudanças, algumas grandes empresas que investem seus milhões em propagandas começaram a reagir a esse novo cenário. Decidiram dividir parte de seus grandes budgets ou em alguns casos, como da Adidas, até centralizando de forma integral somente em canais digitais. Mas de maneira geral, essa resposta ainda se mostra muito lenta.

Além das grandes quedas de audiência, os canais de televisão e anunciantes sofrem com outra dificuldade, acertar o seu público-alvo. Isso ocorre pois não existem muitas formas de se captar dados e mensurar de forma precisa os resultados dessas campanhas.

Como consequência uma desconexão é gerada entre público consumidor, conteúdo assistido e propaganda. Fator que compromete a experiência do usuário e acaba desviando sua atenção para outras mídias. Por fim, os resultados obtidos são prejudicados.

De olho nessas transformações, a Outbrand, Primeira Agência de Propaganda voltada para este novo conceito, a TV 2.0. Chega ao mercado com o objetivo de conectar essas grandes empresas às grandes audiências segmentadas através do YouTube.

Além de conectar essas marcas com os canais e as autoridades youtubers de forma totalmente sinérgica, o CEO Gyorgy Gittens afirma que: “a agência veio para suprir uma necessidade inerente das grandes empresas, aumentar as vendas. Mas para isso precisamos fazer diferente. Não podemos tratar a propaganda, marketing e vendas da mesma forma, uma vez que os hábitos de consumo são outros. A atenção do consumidor é que dita as regras, basicamente ela migrou, então precisamos buscar novas soluções. ”

O objetivo da agência é criar relacionamento entre marcas e consumidores, através de autoridades engajadas com seu público.

“A estratégia em integrar a propaganda na comunicação do canal visa eliminar qualquer interferência na mensagem, aumentando assim o engajamento e consequentemente os resultados. A propaganda deixa de ser um ruído, uma vez que ela está totalmente integrada aos interesses e experiência do usuário. Um pequeno exemplo, quantas marcas e produtos podemos perfeitamente alinhar a um canal de churrasco? ”, complementa o CEO.

Diferente da TV tradicional, todos os dados e resultados são mensurados possibilitando melhoria contínua e o aumento nas performances de branding e vendas.

Além disso, a agência dispõe de um programa de parcerias exclusivo com outras agências de propaganda e publicidade e conta com uma inteligência artificial para tratamento dos resultados obtidos, buscando unir as maiores tendências da comunicação e marketing com tecnologias avançadas de análises e aprendizado de dados.

Em tempos de tantas transformações, deve se tornar cada vez mais comum, os usuários determinarem mudanças significativas no mercado, tornando necessária uma resposta rápida por parte de CMOs e CEOs, adaptando seus orçamentos de marketing para novas perspectivas de mercado.

Agora, a pergunta que fica é:

Quem estará à frente? O consumidor é claro!

 

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