27/07/2020 às 12h19min - Atualizada em 27/07/2020 às 12h19min

‘Um dia de cada vez’, profissionais em UTIs relatam dificuldade na pandemia

Da Redação
Foto: Reprodução/ Tv Tem
Sabemos que o trabalho dos profissionais da saúde que estão na linha de frente ao combate do novo corona vírus, deve ser reconhecido desde o início da pandemia. 

A chefe de UTI do Hospital de Base em São José do Rio Preto, Suzana Lobo, relata:
 “Nós todos nas UTIs, ultimamente, a gente está vivendo um dia de cada vez. É um trabalho muito exaustivo, é uma sobrecarga emocional muito grande, é como se a gente vivesse um dia de cada vez e vamos deixar outros problemas para resolver amanhã. Os problemas são muitos e é um desafio diário.”

Dos 117 leitos do Hospital, que são reservados para a doença, 70% são casos que requerem intubação. Esse HB é referência para o tratamento de COVID 19 e considerado o maior da região noroeste de São Paulo (SP). 


"Nós estamos nos adaptando a uma nova situação, a novas rotinas, a novos fluxos de trabalho, nos quais tudo mudou. O hospital se reestruturou desde a entrada do paciente até mesmo o momento que muitos precisam estar aqui conosco na UTI", conta Daniela Cristiny, enfermeira. 


Outra enfermeira, Fernanda Yaekashi relata: “Um dos meus maiores desafios hoje é a vigilância e a orientação da minha equipe quanto à paramentação dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) de forma correta para que não haja contaminação". 

Há um grande desgaste emocional, tanto para os profissionais como para os pacientes, que precisam de apoio psicológico. 

"A diferença entre trabalhar com pacientes de enfermaria e de UTI é a própria gravidade. São pacientes muito instáveis, que, de um dia para o outro, instabilizam e a gente tem que ter uma atenção redobrada com esses pacientes", Laira Tashira, fisioterapeuta. 

Com essa nova realidade os trabalhadores procuram novidades para se adaptarem às novas regras. 

"O Brasil foi eficaz em aumentar o número de leitos. É que isso deixa um legado para a população, que esses leitos permaneçam abertos e sejam direcionados a esses locais que faltam leitos e que possam ser guia para essa comoção", afirma Suzana Lobo. 

O caminho percorrido de um corredor por um paciente que venceu a doença é um sinônimo de esperança e alívio para todos.

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