03/08/2020 às 15h21min - Atualizada em 03/08/2020 às 15h21min

Amapá vai intensificar combate a incêndios florestais durante a estiagem.

Corpo de Bombeiros deve ganhar reforço com a contratação de brigadistas, além da aquisição de equipamentos de combate a incêndios.

Ascom Gea
Foto: Aquivo/ Secom

A diminuição de chuvas e o aumento do calor no mês de agosto ligaram o sinal de alerta em relação aos focos de incêndios no estado. Para isso, o Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP) montou um planejamento para futuras ações de combate e monitoramento desses focos.

As ações contarão com apoio de outros órgãos como a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (NHMET/Iepa), Delegacia de Meio Ambiente (Dema), além de contar com apoio do Exército Brasileiro.

Segundo o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Wagner Coelho, os primeiros boletins de focos de incêndio já começaram a ser emitidos na semana passada pela Sala de Situação do Amapá (SSAP/NHMET), apontando 15 focos de incêndios em alguns pontos do estado, porém, como choveu nestes locais, os focos se extinguiram.

 

“Como o mês de agosto, as chuvas começam a diminuir e a temperatura tende a aumentar, a gente já começa juntamente com outros órgãos as ações para combater focos de queimadas”, destacou o comandante.

Ele explica que trata-se da operação Amapá Verde, que há alguns anos vem sendo realizada no estado. O planejamento para essas ações iniciam ainda no primeiro semestre, quando há uma grande incidência de chuvas em todo o estado. Baseado no trabalho realizado no ano anterior, busca-se implementar novas ações visando garantir que os focos de incêndio não tomem grandes proporções.

“No ano passado, o governo federal decretou a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que tratava de ações de combate a incêndios florestais nos estados da região Amazônica, o Amapá aderiu, e essas as ações de combate aos focos de incêndio contaram com o apoio do Exército Brasileiro. Essas ações ocorreram por exemplo, no município de Tartarugalzinho. As ações consistiam em rondas pela reserva do Cedro, e encontrando o foco, combatia”, explicou.

O comandante dos Bombeiros ressaltou que os municípios que integram a região metropolitana (Macapá, Santana e Mazagão) devem contar com as ações coordenadas pelo Corpo de Bombeiros.

 

Recursos

Este ano o combate aos focos de incêndios deve receber o reforço de material para ações. Serão adquiridos equipamentos de combate direto e de proteção individual (EPI), além de veículos que ajudarão na mobilidade das tropas que estarão nos locais combatendo os focos.

A novidade para este ano deve ficar por conta da contratação temporária de pessoal para atuar nessas ações.

“A contratação temporária de pessoal para atuar nessas frente de combate aos focos foi feita através de um estudo realizado pelo Corpo de Bombeiros, e encaminhamos para a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, que é quem vai gerir esse processo. É o mesmo que o Ibama e o ICMbio fazem, que é a contratação brigadistas para atuarem no combate aos focos de incêndio nas reservas federais”, acrescentou.

 

Com base nos dados dos locais de incidência nos focos de incêndio do ano passado, os brigadistas a serem contratados deverão atuar nos municípios de Tartarugalzinho, Pracuúba, Amapá e Calçoene, Laranjal do Jair, Vitoria do Jari, Oiapoque, além da região metropolitana.

“Importante ressaltar que enquanto não se conclui esse processo de contratação, o Corpo de Bombeiros segue atuando, inclusive, já realizamos o combate em duas ocorrências na semana passada”, frisou o coronel Wagner.

Orientações

As ações de combate aos focos começam pela parte educativa. Na capital, o Corpo de Bombeiros vai dialogar com o município visando intensificar a fiscalização principalmente aos terrenos baldios, buscando com isso, evitar as queimadas. A ideia é buscar evitar focos de incêndios neste locais.

 

O Corpo de Bombeiros orienta a população de que evite queimar os entulhos oriundos da limpeza principalmente de quintais.

“Existe outros meios de dar a destinação final para este entulho que não seja a queimada. Atear fogo nesse entulho, além de causar danos ao meio ambiente e ao ser humano, pode causar transtornos maiores”, finalizou.

 
 

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