19/05/2019 às 06h00min - Atualizada em 19/05/2019 às 06h00min

Audiências Concentradas na Escola Agrícola Padre Piamarta avaliam situação de crianças e adolescentes acolhidos na entidade

São casos de crianças e adolescentes que estão na entidade aguardando uma definição se poderão ser reintegrados ao seio familiar ou se serão realocados para uma família substituta.

TJAP
A Vara da Infância e Juventude da Comarca de Santana deu início as audiências concentradas do segundo trimestre de 2019. (TJAP)

A Vara da Infância e Juventude da Comarca de Santana deu início  as audiências concentradas do segundo trimestre de 2019. Na Escola Agrícola Padre João Piamarta, no Distrito do Coração, 05 processos foram reavaliados. São casos de crianças e adolescentes que estão na entidade aguardando uma definição se poderão ser reintegrados ao seio familiar ou se serão realocados para uma família substituta.

A juíza Larissa Noronha, titular da Vara da Infância e Juventude de Santana, lembrou que além do esforço intensificado da equipe, o perfil escolhido pelos futuros pais adotantes tem mudado e deixado de ser um entrave na hora do processo.

 

“Os pretendentes à adoção estão um pouco mais sensíveis a crianças com a idade avançada, porque nós começamos a desmistificar essa criança ideal. Em relação a comportamento qualquer criança é igual, explicou a magistrada dizendo ainda que “essa iniciativa tem facilitado o destino de algumas crianças acolhidas”, afirmou.

Para o Promotor de Justiça da Infância e Juventude de Santana, Miguel Ferreira, “é inadmissível que uma criança e um adolescente viva sua infância numa instituição de acolhimento. O ideal é que seja na sua casa de origem, caso contrário na casa de uma família substituta”, ressaltou.

O padre Fladimir Soares é o diretor responsável pela Escola Agrícola João Piamarta. Ele elogia o trabalho da Justiça do Amapá e diz que “com o direcionamento que é dado para os abrigados, a partir das decisões da justiça, abrem-se novas vagas para outras crianças e adolescentes que estão necessitando de um abrigo”, esclareceu.

Nos dias 20 e 21, as audiências ocorrerão na Casa da Hospitalidade e nos dias 22 e 23 na Casa Marcelo Cândia, sempre a partir das 9 horas.


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