11/08/2020 às 22h49min - Atualizada em 11/08/2020 às 22h49min

Perícia descarta tiro acidental no caso de adolescente morta por amiga em Cuiabá.

A adolescente morreu ao ser atingida por tiro na cabeça.

Da Redação
Foto: Instagram/Reprodução
Laudo pericial de balística referente à morte de Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, que morreu vítima de um tiro na cabeça ocorrido em 12 de julho deste ano, no condomínio de luxo Alphaville, em Cuiabá, aponta que a arma de fogo de onde saiu o projétil que atingiu a vítima na cabeça não pode produzir tiro acidental, como alega a adolescente de 14 anos suspeita de ter atirado acidentalmente na vítima. 


O Perito Oficial Criminal Reinaldo Hiroshi dos Santos é o responsável pelo laudo, que afirma que o disparo que matou Isabele foi realizado a uma altura de 1,44 metro do chão e a uma distância de 20 a 30 centímetros do rosto da jovem. O disparo saiu em linha reta e atravessou a cabeça de Isabele, por tanto o atirador estava de frente para Isabele na hora do disparo.

Segundo trecho do laudo da Politec, “O disparo foi executado mediante o acionamento regular do gatilho da pistola Imbel (nº HGA44564) com o atirador na porção esquerda do banheiro. No ato do disparo, o agente agressor posicionou-se frontalmente em relação à vítima, sustentou a arma a uma altura de 1,44m do piso com alinhamento horizontal e a uma distância entre 20 e 30 centímetros da face da vítima. O motivo e a finalidade da ação não foram determinados pela perícia”. 

O caso 

A morte da adolescente ocorreu no dia 12 de julho em um condômino de luxo em Cuiabá.

Segundo o advogado de defesa da família da adolescente que efetuou o disparo, o pai da suspeita do tiro acidental estava na andar de baixo da casa  e pediu para que a filha fosse guardar a arma no andar superior, onde estava Isabele.

A menina pegou uma maleta que estavam mais duas armas e subiu as escadas, e segundo a defesa as armas mesmo guardadas estariam carregadas. 

Ainda segundo o advogado de defesa, umas das armas teria caído no chão e quando a adolescente tentou pegar se desequilibrou e acabou acontecendo o disparo acidental. 

A adolescente é praticante de tiro esportivo há pelo menos três anos, e segundo a federação de Tiro de Mato Grosso (FTMT), ela e o pai participavam constantemente de aulas e campeonatos.

Mas o advogado de defesa nega está informação, e afirma que a adolescente estava praticando o esporte há três meses.

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