Os advogados de Lula queriam analisar as conversas para colocar em suspeição a atuação do ex-juiz Sergio Moro quando ele estava à frente da 13ª Vara de Curitiba, onde corriam os principais casos da Lava Jato. Isso pode levar à reversão das condenações do petista.
Lewandowski reiterou o que havia decidido em liminar (decisão temporária). Ele é o relator da ação no Supremo. Votaram como ele os ministros Kassio Nunes e Cármen Lúcia. Já Edson Fachin deu apenas provimento parcial e pediu que se esperasse o julgamento em plenário sobre o uso das mensagens. Ainda não há data para isso acontecer. Ainda falta votar Gilmar Mendes, presidente da Turma.
Em 2019, um grupo de criminosos cibernéticos hackearam o celular pessoal de Moro, levando à divulgação de conversas com o procurador Deltan Dellagnol em que tratavam de detalhes e andamentos da operação Lava Jato.
Os crimes chegaram à Polícia Federal (PF) e resultaram na Operação Spoofing, que autentificou a veracidade das mensagens. Além de Moro e Dellagnol, outros integrantes da força-tarefa, membros do Executivo e parlamentares do Congresso também tiveram contas invadidas pelos hackers.
Segundo a legislação brasileira, a Justiça não pode usar provas obtidas de forma ilegal. Porém, há brechas para casos em que o material possa ser utilizado quando benéfico ao acusado. Mas o STF decidiu que não era o caso desta vez.

