O governo do Paraná não informou quantas pessoas estão desaparecidas. Um corpo foi encontrado por volta das 22h30 de segunda (28), de acordo com a polícia.
As buscas chegaram a ser interrompidas durante a madrugada devido à instabilidade do tempo, mas foram retomadas pela manhã.
O deslizamento começou por volta das 15h30 de segunda, quando um talude cedeu e atingiu uma das faixas da pista no km 669, no trecho de serra. Após esse primeiro deslizamento, a concessionária interditou uma das pistas e o trânsito seguiu em pista única.
Por volta das 19h, houve um novo deslizamento, que atingiu veículos que passavam pelo local.
Edgar Filho é um dos caminhoneiros parados na BR-101 em Garuva, no Norte de Santa Catarina, desde o deslizamento de terra que interditou a BR-376. No local há 16 horas, o motorista esperava na manhã desta terça-feira (29) que algumas lanchonetes na beira da estrada abrissem para poder se comer.
“Estamos esperando as lanchonetes da lateral [da pista] abrirem, mas não está abrindo. Estamos sem comer desde ontem, sem janta”, disse.
O deslizamento na divisa entre o Paraná e Santa Catarina atingiu os dois sentidos do km 669. Desde então, os dois trechos da via seguem interditados. Não há previsão de liberação.
No Paraná, a cabeleireira Daniela Morales de Subeldia, 55 anos, precisou andar 3 km debaixo de chuva depois de passar a noite em um ônibus na BR-376, a interdição dois sentidos da via, ela voltava de Itajaí (SC) para Foz do Iguaçu, onde mora.
“Saí da rodoviária de Itajaí às 17h. Ficamos a noite inteira na chuva, passando frio, passando fome. Tem muita gente passando fome, gente com criança. Não tinha como sair de lá [rodovia], tínhamos que sair a pé. Andei 3 km”, disse.
Após passar a noite no local, a cabeleireira decidiu ir andando até a rodoviária mais próxima, que fica em Garuva. Na rodoviária, conseguiu um táxi que a levará para Joinville, de onde tentará seguir de volta para a casa da irmã, em Itajaí.
Com informações do G1

