Sob o pleno apoio bênção da Santa Sé os estados navegares da Península Ibéria resolveram celebra o esquartejamento das terras a Oeste da Europa e África, especialmente nas américas. Assim foi Celebrado o Tratado de Tordesilhas. Um acordo feito entre os reinos de Portugal e Espanha, em 7 de junho de 1494, que definiu os limites das áreas de exploração entre ambos na América do Sul. A divisão se daria a partir de um meridiano estabelecido a 370 léguas de Cabo Verde. Nessa partição, as terras descobertas a oeste da linha imaginária pertenceriam aos espanhóis e as terras descobertas a leste pertenceriam aos portugueses.
O Brasil, único ícone lusitana nesse vasto mundo hispânico com algumas ilhas de domínio francês, holandês e inglês, se destacou uma rocha cultural que depois da luta de Guararapes, quando da expulsão dos Holandeses, a amálgama tri-étnica (índio, negro e caucasianos) formataram essa bela Nação chamada Brasil.
Passados 528 anos de Tordesilhas, nos deparamos com um novo marco de separação dominial, não para conquistar terras dos ameríndios em nome da força e da igreja, mas para segregar uma Nação de alma coletiva forjada em muitos sacrifícios que até os primeiros resultados dessa eleição ideologizada no etnocentrismo onde Nortistas e Nordestinos são tratados como sub cidadãos, que podem ser chamados ao voto pela sedução das missangas eleitorais ou instigados a votar para um dos latos pela sedução de discursos recheados de veneno ou como subproduto das oferendas de água e comida.
Como geólogo nascido no Ceará, vivi em 5 estados nordestinos, mapeando serras e chapadas e sempre fiquei maravilhado de ver a fibra, coragem e amor ao próximo, dessa gente, que Euclides da Cunha tão conseguiu defini-lo, na sua grandeza, quando estudou a grande epopeia de Canudos, sintetizando o valor desta bela gente: “O Nordestino, antes de duto, é um forte”.
Esses últimos quarenta anos vivi, na Amazônia. Rondônia, Amazonas, Pará, Roraima e meu muito amado Amapá. Percebi que nessa imensa Amazônia, os portugueses, os indígenas, negros, nordestinos e irmãos do Sul do Brasil, formataram um jardim derivado de homens corajosos e patriotas. Não há um único Estado do Norte que não se fez brasileiro pelos escribas. Todos foram moldados no trabalho, na luta por seu território e nas ocupações econômicas como os ciclos da borracha, mineração entre outros que ceifaram centenas de milhares de vidas de brasileiros chamados ao grande desafio de integrar nossa Amazônia.
Da calha do Amazonas aos atuais contornos de nossa fronteira tivemos muitas lutas e sangue de patriotas, especialmente nortistas e nordestinos, derramados ou mortos pelas barreiras biológicas da grande Hileia de Humboldt, exemplos mais importantes temos no Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará e Amapá.
Essas eleições dualistas, onde a grande busca dos candidatos é definir que será o mal e de que forma poderá despertar e segregar o ódio entre brasileiros nessas regiões como Nações inimigas: Norte e Nordeste contra Sul e Sudeste, pobres contra ricos e, finalmente, bons contra maus.
Nessa toada, estejamos certo de que a estação de chegada após o anúncio das apurações do 2º Segundo Turno teremos três derrotados: quem vencer as eleições, pois não irá governar, enquanto quem perdeu se tornará um exército enebriado perlo ódio e ante verdades e, finalmente, o terceiro derrotado o Brasil, de uma única e bela Nação, será divido com mais uma Tordesilhas, desta vez dividindo a nossa Nação entre os vitoriosos e os derrotados.
Esse enfraquecimento da unidade nacional e do pacto federativo poderá abrir uma imensa fenda tectônica na consolidação constitucional de nossa República Federativa do Brasil abrindo a possibilidade de separação não de novos estados, mas de novas Estados Nacionais, formatados pela união ideológica de algumas regiões, em especial a Sul, Sudeste e Centro Oeste. Assim temos que lembrar o grande filósofo estadista alemão Johan Wolfgang Von Goethe que com plenitude e cosmovisão disse: “Por onde passa o pensamento, cinquenta anos mais tarde passarão os canhões”. Quem viver verá! Uma revolução demora a acontecer, mas dificilmente é esquecida pois suas marcas passam por muitas gerações.
Os homens públicos sexagenários que deveriam estar colocando água fria nessa fervura, não estão, e o que é pior, agem como colegiais entumecidos de hormônios, atiçando mais lenha nessa fogueira apenas para terem um prazer supra material, de derrotar o próprio Brasil.
O dia 30/10/22 poderá marcar uma ruptura social, algo que estudamos em outras nações onde patriotas mataram seus compatriotas apenas pela violência ideológica, etnocentrista ou cultural. A Revolução Francesa nbão teve vitoriosos e apenas a guilhotina e o ódio foram vencedores.
Temos mais de dez cidades com mais de três milhões de habitantes e uma Amazônia com 25 milhões de habitantes e um território maior que a Europa Ocidental bordejada por Estados Nacionais onde as suas fronteiras com o Brasil já são governadas pelo poder das drogas e dos metais. Que menos manda nas fronteiras panamericanas são os governos desses Estados Nacionais.
O interior da Grande Floresta está menos habitado e mais antropizado. Estradas e energia fortalecem a tecnificação das economias no meio rural amazônico. O catador de castanha do Brasil usa quadriciclo ultramodernos e os garimpeiros usam retroescavadeira. As cidades amazônidas são a gêneses dessa agonia e do caos ambiental de nossa região. O nosso País, precisa respeitar o jeito de ser dos Nordestinos e o direito das sociedades amazônidas explorar as riquezas enquanto podemos e é nossa. Se ela existe em mais de 80% é porque sabemos conservá-la e usá-la com equilíbrio mantendo homem, trabalho e natureza em harmonia.
Em respeito aos Nordestinos e Nortista saibam pedir voto. Estudem as nossas realidades. Coloquem olhos nos pés e venham de verdade conhecer nossas realidades para ser dignos de proporem mudanças verdadeiras para o bem-estar social de nossas vidas. O Norte e Nordeste Merecem, acima de tudo e de todos, respeito. Pois se vivemos por venerações nessas regiões de desafios gigantes é porque o Criador sempre foi pôr nós ligando nossos destino a nossa Fé..
Nós, brasileiros que amamos nosso País, podemos e devemos pedir voto e defender as bandeiras programáticas do nosso Candidato, seja Lula ou Bolsonaro. Mas ir ao fundo do poço raspar antiverdades insuflações ao ódio, consolidar apoios fraudulentos e utilizar de meios midiáticos e de pesquisa para enganar o Brasil e fraudar nossas esperanças e ameaçar nosso futuro, devemos rejeitar e combater.
Em menos de 50 anos teremos um apocalipse hídrico numa grande região do Nordeste brasileiro. Somente um Estado nacional forte com Nação única e unida poderá socorrer esse cataclisma que se anuncia. Será na Amazônia, que teremos a solução antes o Nordeste árido seja marcado pela inanição de suas economias locais, desantropização de suas sociedades rurais e nasça um novo êxodo em direção à Amazônia.
Vamos alcançar o podium de maior potência agrícola da Terra, mas para isso precisamos ser autossuficientes em insumos agrícolas e uma política de longo prazo de distribuição de grandes volumes de recursos hídricos para regiões deficitárias desse importante insumo para a vida e economias nacionais.
Entre o São Francisco e Tocantins temos mais de vinte milhões de nordestinos que vivem em condições de colapso hídrico. Mais uma vez a Amazônia irá socorrer o Brasil. É tempo de uma alvorada nesse novo dia de muita paz e amor ao nosso Brasil.
MsC. Antonio Feijão