As mulheres estão ganhando espaço e voz nos mais diferentes segmentos e, com isso, o termo “empoderamento feminino” ganhou força. No entanto, um termo que poucos conhecem é o “empoderamento familiar”
O empoderamento familiar tem na entidade família não somente o pai, modelo patriarcal, ou mãe em um modelo de força única de decisões e provedora, mas no conjunto de seus membros com iguais deveres e direitos.
Antigamente, a tradicional família brasileira era baseada em um modelo patriarcal, no qual o homem era o único responsável pelo sustento da família e a mulher cuidava dos filhos e da casa. Hoje, esse cenário vem se alterando, com homens que compartilham as tarefas domésticas e o cuidado com os filhos e mulheres que trabalham fora. A estrutura familiar tradicional também não é mais predominante e existem diversos tipos de estrutura, como a monoparental, que possui apenas a mãe ou o pai responsável pelo sustento do lar e sustento dos filhos, os recasamentos, que se formam na busca de novos parceiros, que, muitas vezes, já tem seus filhos, e as uniões homoafetivas, na qual, em muitos casos, há a adoção de crianças.
Ao empoderar as famílias todos os membros só têm a ganhar pois acabam adotando uma postura mais empreendedora frente aos desafios de educar filhos, gerir os proventos e demandas do lar, a feitura das atividades de limpeza e manutenção da casa, serviço de dirigir… Habilidades estas que talvez por um outro membro era ignorada e nunca dada a importância necessária até porque vamos combinar aqui que lavar banheiro, lavar louças, lavar roupas, assistir os filhos nas atividades escolares digitais não são nada cômodas. Carregar o lixo, buscar e levar pra escola, trazer do esporte, mandar tomar banho, catar as roupas jogadas pela casa, limpar o quintal, nooooossa já cansei só de pensar.
Mas são as atividades de todo dia de uma família que se une por laços de afeição e amor em princípio com os pares que em algum momento disseram querer se juntar e casar, depois os filhos e aí está a família a pleno vapor.
As empresas que antes buscavam profissionais solteiros e sem filhos hoje já começam a entender que uma família bem organizada é fruto de bons gestores e pessoas qualificadas para o desempenho de poli atividades e que em teses serão ótimas aquisições aos seus quadros de colaboradores.
Mente sã, corpo são. Com o alicerce bem construído a boa convivência impera, as responsabilidades são divididas, o estresse é menor e os filhos se tornam mis saudáveis emocionalmente.
Diminuem taxas de quadros de depressão por conflitos familiares, diminuem índices de tentativas de suicídio, diminuem separações judiciais, equilibram-se as contas do mês, enfim.
O empoderamento familiar que poderia apenas ser uma utopia pode consoante as mazelas da vida contemporânea ser uma resposta as perguntas de como se viver melhor e muito mais.
Família que faz as coisas em comunhão permanece unida.
Como nossa coluna trata sobre assuntos relacionados a saúde e segurança alguns até poderiam pensar no porque deste tema, mas acredito já tenha dado para entender que estabilidade emocional e social também se enquadro no conceito de saúde promovido pela OMS como sendo ela não somente a ausência de doença mais muito mais do que isso quando descreve ainda como a saúde se relaciona com o bem estar social, psicológico, ambiental e econômico.
Quanto aos índices de violência familiar sobretudo contra a mulher são apontados, a bandeira vermelha é acionada pois em um lar sem boa convivência e interação, ou seja, sem o empoderamento familiar não haverá prosperidade.
A violência contra a mulher cresceu no primeiro semestre de 2020. Com 266.310 registros de lesão corporal dolosa em decorrência de violência doméstica, houve um crescimento de 5,2% nos casos. Esses dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2020. Segundo o anuário a cada dois minutos uma mulher é agredida dentro de casa no país.
Um trabalho realizado e que acontece sem alarde todos os dias pelo mundo a fora pelas diversas congregações religiosas são as reuniões de células que atuam nas formações de seus membros mantendo constante contato in loco com cada fiel digamos assim, como também pelas reuniões programadas uma vez na semana ou em uma residência fixa ou itinerante com vista a manter e tornar o relacionamento dos líderes da igreja bem mais próximo e próspero das pessoas que as frequentam.
Eu mesmo já participei destes grupos elitizados e acredito que seja uma ideia incrível, pois estando na intimidade de outras pessoas, claro que guardadas as devidas regras de convívio, buscamos naquelas reuniões a palavra de Deus e para quem acredita na centelha divina e pousa sua fé no imaterial é maravilhoso e revigora as energias positivas para o enfrentamento dos problemas terrenos e carnais.
Sermos e estarmos conectados entre os membros da família que é a base da comunidade nos torna mais empoderados e fortalece os laços afetivos e psicopedagógicos sociais. As atividades em família firmam este poder de união e entendimento de cada membro servindo ainda pra realmente conhecermos a identidade moral de cada um e suas habilidades para a vida.
Já tratamos aqui da fadiga adrenal e do estresse e já entendemos que não é com agressões e separações que se constrói um castelo. A prática de atividades físicas em conjunto, pintura e música, pique nique e outros podem iniciar a construção do empoderamento familiar.
A sociedade agradece e o Brasil cresce fortalecido para a estabilidade de futuras gerações. Deus no comando!