Olá meus amigos, neste domingo na minha coluna “Emdireito”, do jornal “A Gazeta” vamos ajudar os novos advogados a ingressar de maneira mais assertiva no mercado de trabalho que se encontra cada vez mais concorrido, destacando os problemas práticos que surgiram com a pandemia, que ao mesmo tempo que fechou diversas portas da pratica tradicional, gerou, também, novas oportunidades aos profissionais recém formados em direito.
Primeiramente, a advocacia é destacada pela nossa Carta de direitos de 1988 como função essencial à justiça no art. 133 da Carta Magna de 88, vejamos:
“Art. 133. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.”
Os novos advogados encontraram um cenário de guerra: com centenas de milhares de mortes, podendo ser que algumas dessas vítimas sejam de sua própria família, desemprego, empresas e pessoas falidas e uma profunda crise financeira, sendo que estes mesmo alunos ainda se encontram presos a um financiamento estudantil.
Diante disso, achei necessário fazer uma breve abordagem do tema, de forma a motivar e a oferecer algumas saídas para os problemas referentes ao exercício da profissão.
Porém, a crise gera oportunidades também, bastando que esses novos profissionais se adaptem e atentem ao mercado que emerge desse cenário de pandemia. Os mais diversos ambientes estão sendo afetados e, por essa razão, demandam mão de obra jurídica especializada para solucionar os conflitos, vejamos alguns exemplos citados pela Prof. Ana Beatriz Gomes publicados na revista jus Navigandi:
“O advogado pode atuar na representação de interesses cíveis como, inadimplemento de obrigações, rescisão e revisão de contratos, processos de falência e recuperação judicial, constituição e revisão de estatutos, defesa dos consumidores e fornecedores, revisão de contratos bancários, imobiliários, mercantis, etc. Na seara trabalhista, poderá patrocinar pessoas ou empresas envolvidas em ações relativas a demissões ou questões sindicais.
No Direito Tributário, reavaliar obrigações dos contribuintes – pessoas físicas ou jurídicas. No Direito Médico, colaborar em procedimentos que envolvam situações de emergência, intervenções e consentimento. Na área penal, garantir o direito à liberdade dos presos que estão no grupo de risco e defender partes em situações de violência doméstica. Muitos artigos publicados na internet têm exposto e detalhado melhor esse novo mercado.”
O Paradoxo da escolha (de Barry Schwartz):
O grande leque de escolhas de carreiras ofertadas pelo direito provoca um paradoxo que é enfrentado pelo advogado recém-formado, acaba deixando o advogado novato (e até alguns com mais tempo de carreira) com dúvidas homéricas como: em qual área devo atuar? vou para a área privada ou presto concurso?
Essas dúvidas acabam gerando a pergunta de Um Bilhão de Dólares: “E agora, o que vou faço?” Isso porque são tantas opções dentro do próprio curso, como em relação à especialização em serviços a serem prestados, em relação às áreas de atuação, que abrangem tanto o setor público quanto o privado — incluindo a possibilidade do trabalho autônomo.
Para diminuir o efeito desse paradoxo e proporcionar um direcionamento mais assertivo aos novos Advogados recomendo algumas dicas práticas (FONTE: SITE UNINTER), vejamos:
1. Networking
O advogado durante toda a carreira, mas principalmente no início dela, precisa criar uma rede consistente de contatos. As parcerias com colegas de profissão e a relação direta com pessoas importantes da área é essencial. Porém, como fazer isso quando você ainda é um recém-formado em Direito? Participe de congressos, seminários, eventos relacionados com sua área de interesses
2. Tenha uma mente empreendedora
Lembrando que o advogado recém-formado pode optar pelo atendimento autônomo, o que não precisa necessariamente de um local para atendimento. No entanto, isso acaba acontecendo com o tempo e com o fortalecimento da carreira. Além disso, é muito comum colegas de faculdade se juntarem para abrir um escritório, o que certamente é um bom começo.
3. Faça um atendimento diferenciado
O ADVOGADO É UM VENDEDOR DE SERVIÇOS, a visão empreendedora também se aplica nessa dica, pois o atendimento ao cliente é a base de uma boa relação. Além disso, o networking construído desde a faculdade vai favorecer todo esse processo.
Mas lembre-se, o conteúdo é sempre o mais importante de a capa, assim uma especialização pode vir para fortalecer uma atuação específica, como o direito trabalhista, penal, civil, público, entre outros. Sendo assim, uma qualificação, ou seja, a busca por uma pós-graduação na área pretendida, aumenta as chances de trabalho, seja autônomo, seja no mercado privado ou ainda em órgãos públicos.
4. Aposte no marketing pessoal
A “venda” de sua imagem como um profissional ético e competente depende de como você maneja as ferramentas de marketing pensadas para a pessoa e não para produtos e serviços. Desse modo, fica mais fácil conquistar a confiança diante de clientes e até mesmo de autoridades.
Lembrando que o marketing do advogado deve respeitar o código de ética da advocacia.
NÃO FAÇA ISSO!!! (FONTE: SITE UNINTER)
Citaremos agora os erros básicos que devem ser evitados pelos novos profissionais, vejamos os mais recorrentes:
Fazer tudo sozinho
Com base nas dicas anteriores, não é difícil entender que fazer tudo sozinho não é a atitude mais adequada ao pegar o diploma. Isso porque uma rede de contatos é primordial para garantir clientes e boas referências.
Fechar-se para o mundo virtual
Hoje, as redes sociais são os principais meios de marketing para advogados, porém, sempre busque lastro no código de ética e disciplina da OAB sobre publicidade e propaganda e ficar por dentro do que pode e do que não é permitido.
Ter medo da mudança
A ansiedade no começo da carreira é normal em qualquer área, por isso não deixe que ela domine suas ações: a mudança de área pode ser a melhor solução para alguns momentos. Lembre-se de que você tem uma formação flexível e que a adaptação pode ser necessária. Não tenha medo!
Ignorar os mais experientes
Devido a velocidade do nosso mundo tecnológico, está cada vez mais difícil seguir esse conselho, qual seja: ouvir pessoas com experiência e que já passaram pela situação de recém-formados, pois é um modo de aprender um pouco mais, seja pelas virtudes, seja pelas falhas compartilhadas.
Quer saber mais sobre esse tema ou sobre outros relacionados ao direito, a inovação e ao mercado de trabalho para os formados em Direito? Então visite o meu site: www.emdireito.com.br e assine a nossa newsletter, me siga nas redes sociais no Instagram, no Faceboook e Youtube (@andrelobatoemdireito).
Até domingo que vem!
André Lobato
Advogado, professor de Direito, Procurador do Estado do Amapá e criador do projeto “EmDireito”.
Advogado, professor de Direito, Procurador do Estado do Amapá e criador do projeto “EmDireito”.