A sensibilidade varia de acordo com cada indivíduo, com a perspectiva de sentimento de cada pessoa, podendo ser influenciada por fatores intrínsecos e extrínsecos.
Todas as vezes que se está diante de uma tragedia que nos rodeiam, tem-se aflorados os sentimentos de compaixão solidariedade em nossos corações.
A Pandemia, o medo da morte, a perda de entes e pessoas próximas pode ser considerado um exemplo, fazendo com que diversas pessoas se mobilizassem para providenciar doações para os menos favorecidos.
As últimas enchentes ocorridas em diversas cidades brasileiras que levaram a destruição de casas, famílias e bens, oportunizaram uma movimentação de solidariedade com toneladas de alimentos e bens doados para àqueles atingidos pelas chuvas torrenciais.
Fazem-se campanhas de alimentos, remédios, águas, bens etc., tudo noticiado pelas redes sociais e pela imprensa.
Todavia, quando o caso é isolado, sem que haja uma repercussão/comoção social, parece que a solidariedade e a compaixão são defenestradas das emoções e dos corações.
Nestas últimas semanas, dois episódios chamaram bastante atenção, sendo um deles ocorrido na apresentação do Oscar, quando o apresentador, Chris Rock, em uma piada de extremo mau gosto, referindo-se à ausência de cabelo da esposa de Will Smith, que padece de uma doença rara autoimune.
O que leva um comediante, conhecido internacionalmente, fazer piadas, em público, transmitido pela televisão por todo o mundo, do sofrimento de uma pessoa? Qual a graça de tripudiar da dor e do suplício alheio? Na minha opinião, falta de sensibilidade e excesso de canalhice.
O resultado é por todos conhecidos, Will Smith, apesar de ter se desculpado posteriormente, deixou a marca da defesa de sua esposa no rosto do escarnecedor.
Outro episódio que tomou conta das redes sociais, foi o caso do “mendigo” que manteve relações sexuais com uma mulher que teve um surto psicótico.
Após o triste acontecimento, diversas pessoas postaram “memes” nas redes sociais, debochando do esposo da mulher, elevando o “mendigo” a quase um herói nacional.
Pessoas o chamaram para festas, suas casas, desfilaram de carro ao lado do morador de rua, em total desrespeito e falta de compaixão com a mulher acometida do surto psiquiátrico, seu marido, amigos e familiares.
Posar ao lado do “mendigo” nas redes sociais, ouvir, gravar e difundir detalhes do ato sexual parece que se tornou sinomino de celebridade.
Uma moça que se diz “influencer” das redes sociais, apareceu em uma festa dando-lhe um beijo, em busca da viralização de seu vídeo.
Piadas de toda a sorte, músicas, fotos e “memes” alastraram em um espetáculo dantesco, em total indiferença, irresponsabilidade, martírio pelo sofrimento dos familiares da mulher, vítima do surto psicótico.
Parece que quando o dano não nos atinge, a inumanidade se aflora e o problema do “mau humor” passa denomina-se “mau amor”.
Tenho Dito!!!