que vai parir
mais extensão
sobre este chão daqui…
Já não galopo mais, deito a visão
sobre o cerrado que me viu partir
que de tão seco vai morrer então…
e cá supus:
Não há Jesus aqui…
Eis que de novo
Volto ao manejo!
Se toco o gado,
Cumpro o meu fado,
Sou sertanejo!
alguém jamais de chuva agraciado,
Pois caso o sol esconda seu lampejo,
Será meus olhos que terão chorado…
Nada seduz
Me faça jus
Não vejo…
Então chorei…
Com não ver
O homem cá
Desembestar
O boi morrer
Por não beber do açude que não há?
Da morte rir do urubu comer
Cada carcaça que aqui se arrastar?
Então supus
Isso reduz
Quem vê…
Então meu Deus
Que não me alcança,
Ah! Quem me dera
Eu fosse a fera
Que em mim descansa!
Eu não seria o homem que eu não era!
Eu lutaria como quem não cansa!
Inventaria aqui a primavera,
Quem sabe a esperança!
É o que mais meu coração espera…
Sob essa luz
Tudo conduz
Ao que Jesus
dissera…