do arranha-céu e qualquer construção
entre a fortuna e eu, meu coração
será feliz como não de costume…
Será feliz posto que ser, resume
o ideal de todo ente são:
Do que amou, do que não viu paixão,
do que se viu febril por ter ciúme!
De quem chorou por medo do negrume
da noite inevitável, a escuridão!
Mas, se alegrou da súbita visão
da luz do dia com todo o seu lume!
De quem sentiu nas ventas o perfume
da morte ou mesmo a sua fria mão!
Ou quem dela driblou a exatidão
e no outro dia se tornar estrume!
Ah, se eu pudesse me tornar um gume!
Moldava o mundo, dividia o pão!
Podava dessa terra o carnegão
em toda a podridão que ele assume…
De tal maneira que eu me acostume
sob esse céu, sobre esse imenso chão
a conviver comigo, com a razão
e a ilusão que eu porventura arrume…
…não depender do fumo que eu fume
e nem tragar sua fumaça em vão:
Gozar o alívio que tais transas dão
e rir da vida até que ela se esfume!
…improvisar, por que ninguém presume
o que fará o homem em cada ação:
Hoje ele bebe a justa inspiração
em cada copo que a cerveja espume:
Onde amanhã vomita seu queixume
sobre si mesmo em busca do perdão…
Ou envelhece de preocupação
fato precoce que ele nunca assume!
…talvez por que, seu coração costume
no peito seu não ser a extensão
de si ou mesmo ter a intenção
de o seguir na direção que rume…