A AIDS, em si, já era bem disseminada mundo a fora. Enquanto contida nos anônimos e irresponsavelmente ignorados “currais humanos” no continente africano, não se importavam tanto para com ela, que não provocava ainda pânico ou maiores preocupações em governantes. Talvez por isso, um tanto desconhecida da grande massa, não deixou barato, entrou matando com sofrimentos a ricos e renomados famosos do “show business internacional e do cinema. Atingiu com violência principalmente a comunidade homossexual e gente de promiscuidade social, advinda com a droga. Um brutal desastre que chamou atenção trazendo ansiedades de proporções alarmantes!!!
O mundo através da mídia enlouqueceu com as informações semeadas, afinal, era uma doença transmitida até pelo mais humano dos prazeres, amores e sexo. Criou-se logo um Dia Internacional em seu combate e muitos outros organismos para contê-la. Atropelaram-se prioridades e a própria ciência voou. Não há dúvida que um episódio mais que triste, que senão derrotado foi superado, amansando-se uma besta apocalíptica solta na humanidade.
Invejável cuidado foi tomado em relação à tão incomum e diferente mal!!!
Por viver como muitos, nas resumidas informações midiáticas de nosso país, descubro agora depois de tantos anos em idade percorridos, que o seio, ou melhor, o peito feminino, bem mais que fonte de vida, subsistência, estética e zona erótica, tem se tornado um forcado do anjo da morte.
Sem que aconteça nenhum alarde os números são incrivelmente superiores aos da própria AIDS e da grande maioria de outras moléstias conhecidas. Só perde para as cardiovasculares (coração). Uma em cada onze mulheres terá câncer de mama e o número de óbitos ultrapassará o preocupante percentual de trinta por cento. No Brasil, este ano, cinqüenta e cinco mil casos elevam sua presença em mais de quinhentas mil pessoas.
Não me incluo entre ignorantes desinteressados ou mal informados, pelo contrário, sempre fiz com que minha curiosidade me tornasse conhecedor dos mais diversos e variados interesses da raça humana. Mas, este assunto me escapou, nunca imaginei sequer a crueldade do mal. Tão logo descoberto, após tentar-se algo que quase nunca da certo, já se vai extirpando-se um pedaço da pessoa (ele) agredindo-a em corpo, na estética, na vaidade e no doravante horror de se achar diferente. Dará início com certeza a sofrida expectativa, resvalando para depressão e possível fuga do amor próprio.
Entretanto, se por tantos anos fui talvez um ignorante irresponsável neste assunto, por outro lado a respeito dele, passaram-se apenas algumas mensagens dos órgãos responsáveis na televisão e mostraram alguns peitos bonitos (e como!) de atrizes famosas sem câncer, tentando ensinar se como detectar caroços. Mais nada. Nunca grande coisa ou alerta para a dimensão do enigmático problema, reconheça-se…
O interessante é que este absurdo calvário feminino é vivido quase que silenciosamente e com resignação por muitas mulheres que jamais fizeram dele um dramalhão comovedor. Não fizeram, não fundaram nada, nem reclamam com nenhum, viva peito, viva mãe, viva mulher, ou viva viver.
Comparado a AIDS, é como se fora questão de somenos importância, principalmente se em famílias alheias a nós: e nunca mãe, irmã de nenhum governante. É válido o ditado:- Só dói no da gente…
Uma pena, e o pior é que esta porcaria atinge também a homens e em grandes quantidades (40%), sejam machos ou nem tanto…por isso…
P.s: Lhes digo sem compromisso com a ciência, mas informam que a AIDS é da família da sífilis e curiosamente a malária liquida a sífilis. Vou contar um segredo para vcs, que podem não acreditar: la se vão anos que assisti, vi e convivi com um garimpeiro aidético que contraiu uma malária brava que tirou a AIDS de seu corpo. Ficou bãozinho…ô gloria