Conheça mais sobre o trabalho que desenvolvi na página /DepMarcosReategui do facebook. Contribuições e questionamentos serão recebidos através do e-mail [email protected]
• Costumo lembrar aos domingos que até as pedras da Fortaleza de São José de Macapá sabem que neste em nosso estado falta um projeto de desenvolvimento baseado na geração de emprego e renda; que não existe programa social melhor que o trabalho, que gera dignidade à pessoa, o incremento da renda para as famílias, movimenta a economia como um todo e, além disso, promove a cidadania e resgata a esperança num futuro próspero e justo.
• Contudo, isso não ocorre em nosso Estado, onde proliferam indigentes que integram o grupo de cerca de 90 mil desempregados, concentrados, especialmente, em Macapá, Santana, Vale do Jari, Oiapoque e nas florestas.
• Essa é a realidade de um pedacinho do Brasil que por ocasião da transformação em Estado, 1988, apresentava folga orçamentária, pois sobrava nos cofres do Amapá o equivalente a 60% do orçamento, cifra que hoje equivale a aproximadamente 3,6 bilhões de reais. Esse valor astronômico foi desviado dos objetivos traçados pelos constituintes originários, que criaram a oportunidade de nascer um Estado-modelo para a Federação Brasileira.
• Até os dias de hoje, 2021, o Amapá tem funcionários pagos pela União. No momento da transformação de Território em Estado a folha era integralmente paga pela União. No entanto, com os falecimentos, transferências e aposentadorias de servidores, foi diminuindo o quadro da União e aumentando a folha do Estado.
• Com efeito, os primeiros administradores – Capiberibes e Góes, receberam dos constituintes originários um estado rico por benesses orçamentárias da União e por natureza. Recursos naturais sem igual. Enorme potencial mineral, agrícola, para pecuária bubalina, bovina, suína, para piscicultura, para extração de produtos da floresta – desde substâncias ativas para fármacos, para cuidar e embelezar a pele e cabelos até frutas exóticas, nutritivos e superalimentos, como açaí e camu-camu. No entanto, as administrações Capiberibes e Góes geraram o resultado que temos hoje – miséria, carências.
• Todo o potencial descrito foi desperdiçado pela má gestão e corrupção. Foram 3 décadas em que os cerca de 3,6 bilhões/ano foram desviados para os bolsos dos atuais “donos” do Estado do Amapá – vide lista de gestores e famílias que os apoiaram, que, além de não responderem por seus crimes, conseguem que seus comandados ingressem com ações forjadas contra aqueles que tentam trabalhar em benefício da gente desta terra.
• Mas, como dito no título, há exceções, que encontramos em programas isolados, que são lenitivos para a sobrevivência do povo. Entre eles cito publicação da Embrapa:
“O recurso da emenda do Deputado Marcos Reategui foi investido na Unidade de Referência Tecnológica (URT) de cultivo de açaizeiros na terra firme, em que são adotadas técnicas que propiciam maior produtividade de frutos com produção durante o ano todo.
As técnicas utilizadas e os resultados obtidos na URT são divulgados para os técnicos e produtores que desejam empreender no cultivo de açaizeiros, para incremento dos ganhos.
Os impactos gerados com a implantação da URT são:
1) aumento da produção de frutos de açaí em açaizais nativos pela adoção de técnicas adequadas de manejo;
2) manutenção da diversidade florestal dos açaizais nativos e dos serviços ambientais dessas florestas;
3) expansão da área de cultivo de açaizais em terra firme pela capacitação e demonstração do sistema de produção de açaí irrigado;
4) disponibilização para o setor público do Amapá de informações para melhoria de políticas públicas, incluindo a simplificação do licenciamento ambiental do manejo de açaizais nativos e de outorga de uso da água para irrigação.
Com o valor disponibilizado pela emenda parlamentar, foi construído um galpão pré-moldado no Campo Experimental do Cerrado e adquiridos dois moto-esmeris, dois podadores de galhos, uma balança mecânica, uma serra de bancada multifunção, duas serras de corte rápido, dois transplantes manuais, equipamentos de informática, bem como adubos, insumos agrícolas e materiais de laboratório”. Saiba mais em https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/40806000/nova-rede-de-energia-fortalece-cultivos-irrigados-no-campo-experimental-do-cerrado
• Necessário se faz lembrar que são ações dessa espécie que geram oportunidade de renda e de vida para o povo. Essas ações trazem esperança neste doloroso período de insegurança alimentar e social, que vivenciamos, pois mostram que é possível promover o desenvolvimento sustentável dos povos amazônicos, em particular do amapaense, sem comprometer a biodiversidade e, muito pelo contrário, trazendo proteção para o homem e para o meio que ele habita. Contudo, para isso ocorrer é imprescindível que o setor produtivo funcione.
• Durante meu mandato planejei e executei políticas públicas para desenvolvimento e geração de renda, em sinergia com o espaço amazônico e seu povo. Um exemplo disso foi o projeto “peixe popular”, que revigorei quando Deputado Federal. Através dele, os criadores de peixe do Amapá, dentre eles os ribeirinhos, foram incentivados a se organizarem em cooperativas, isso otimizou a produção e levou pescado de qualidade a preços baixos para a comunidade. Geramos, assim, um ciclo produtivo. Ocorreu o mesmo com a proteína do frango e suíno, além das ações para incremento da indústria do Turismo. Lamentavelmente esses projetos foram abandonados; não deram continuidade.
• A sociedade como um todo está cada dia mais revoltada e alerta, transbordando indignação que será o catalizador para mudar as pérfidas estruturas de poder que nos governam. Por isso acompanhamos juntos, cada vez mais, as reações à má gestão e ao desvio de recursos públicos. Os governantes dos poderes estão constatando que a política praticada não é mais suportável. Os Sans-culottes do Amapá irão derrubar o Setentrião e adjacências…pelo voto. É questão de tempo! Eu não pagaria para ver!