• Precisamos de pessoas qualificadas, comprometidas com nossa gente e com projetos viáveis para representar o povo do nosso Estado, sob pena de vivermos aqui amanhã o que assistimos na Venezuela hoje.
• No Amapá temos a seguinte distribuição do Produto Interno Bruto – PIB: Comercio de serviços 85,1%, Indústria 10,6% e Agronegócio 4,3%.
• O comércio de serviços é composto de 1) alojamento e alimentação; 2) atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; 3) atividades imobiliárias; 4) atividades científicas, técnicas, administrativas e serviços complementares; 5) artes, cultura, esporte e recreação e outras atividades de serviços; 6) comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas; 7) educação e saúde privadas; 8) informação e comunicação; 9) serviços domésticos; 10) transporte e armazenagem.
• A indústria abrange os segmentos de 1) serviços industriais de utilidade pública; 2) construção; 3) madeira; 4) alimentos; 5)minerais não metálicos.
• O agronegócio engloba 1) agricultura, com ênfase para a soja; 2) pecuária de bovinos e bubalinos; 3) aves, principalmente, frango; 4) produção florestal, destacando-se a castanha e o açaí; 5) pesca e aquicultura.
• A análise desses dados demonstra que nossa economia se limita a prestação de serviços pagos com recursos não gerados no Amapá. Constata-se que os valores que ingressam nos cofres públicos do Estado têm sua origem na divisão constitucional de tributos e, ainda, da folha de pagamentos dos servidores públicos da União, cedidos ao Amapá, por determinação dos constituintes de 1988, e que esse último crédito se encerrará quando ocorrer a morte, transferência ou aposentaria do último servidor cedido, fato que forçará o Estado a pagar seus servidores com recursos próprios.
• Acontece que para ter recursos próprios o Amapá precisa de uma economia de mercado. E nesses 33 anos, decorridos desde a instalação do Estado, nenhum governador conseguiu atrair investidores para desenvolvermos uma matriz econômica que gerassem tributos suficientes para as despesas com os serviços públicos, nem de proverem o emprego e renda necessários para a empregabilidade da mão-de-obra local.
• Em razão dessa má gestão, aliada a corrupção, as pessoas vivem abaixo da linha da miséria, não estão capacitadas, não tem oportunidades de trabalho, e correm o risco de morrer de fome, caso o governo federal não estabeleça um programa de auxílio que lhes permita sobreviver, independentemente do Covid-19.
• Resta claro, portanto, que precisamos de representantes públicos que mudem essa realidade. Que atraiam investidores capazes de fazer funcionar a iniciativa privada, gerando tributos para pagar os serviços púbicos, como saúde, educação e segurança públicos, incluídos os salários dos servidores desses setores.
• O chamado recurso público tem como origem a arrecadação de tributos que ocorre quando o setor privado desenvolve produtos e serviços. Essa atividade também é a geradora de empregos numa economia de mercado. Portanto, a economia do Amapá precisa criar condições para atrair o capital necessário para desenvolver o setor industrial, o agronegócio e, principalmente, o comércio de produtos renováveis existentes em nossa região e, por consequência, gerar as oportunidades para o povo ter emprego e renda.
• A venda de votos impediu a escolha de bons representantes. Por isso, a “venezuelanização” do Amapá está à vista no horizonte. Todos a percebem e aguardam ansiosos 2022. A política praticada não é mais suportável. Os Sans-culottes do Amapá irão derrubar o Setentrião e adjacências…pelo voto. É questão de tempo! Eu não pagaria para ver!