Na esteira desse populismo, um pacote de medidas sérias e benéficas como Luz Para Todos, Sistema de Cotas Raciais, Bolsa Família, o FIES e o PROUNI foram envolvidas por forte ideologia socialista, confundindo o povo com motes da “justiça social e igualdade na diversidade” e que atraíram para suas fileiras, até as classes alta e média (as elites), historicamente, alheias e indiferentes às classes inferiores e minorias.
Assim, remordidas, tratando de limpar as suas consciências aporofóbicas, as elites, trataram de reparar seus erros socio político-econômicos históricos há muito tempo construídos à base da hegemônica “supremacia branca”, importada do Primeiro Mundo; acadêmicos e intelectuais, travestidos de boa vontade, oportunistas e sofistas, criaram a demagógica onda do politicamente correto, posando com pretensa superioridade intelectual e moral, buscando corrigir os rumos do mundo, modelo esse eivado de gritante bajulação aos socialmente excluídos, repleta de paternalismo e dividendos políticos.
As classes inferiores não melhoraram, senão incharam, estando mais visíveis e prevalentes; as classes superiores pioraram em todos os aspectos humanos e encolheram. O mundo ocidental parece cópia em todo canto; está relativamente mais homogêneo e uniforme na aparência, com a falsa impressão de que a classe média, somada à nova classe média petista, fabricada à base do discurso ideológico de esquerda está “empoderada”, mas nivelada por baixo, ou seja, empobrecida intelectual, ética e moralmente, ainda que livre, todavia, paradoxalmente, aprisionada na ignorância coletiva, prevalecendo direitos em detrimento de deveres.