Esta técnica é indicada para vários tipos de anomalias ósseas, desde crescimentos deficientes a exagerados, em todos os sentidos. Para que possa ser realizada, após o diagnóstico da condição do paciente, várias avaliações são feitas para planejar a melhor forma de tratamento. Na criança, normalmente tenta-se corrigir o problema com o uso de aparelhos ortodônticos e ortopédicos que atuem também no crescimento ósseo. Porém, quando o portador da anomalia for adulto, o tratamento ortodôntico isolado não será suficiente para a correção, porque o processo de crescimento da face já terá se encerrado. Nesses casos, a Cirurgia Ortognática será necessária para a correção completa do problema.
De acordo com o Professor Dr. Renan Cavalcante Cirurgião Buco-Maxilo-Facial e Ortodontista, em alguns casos excepcionais, pode-se realizar o procedimento cirúrgico antes do final do crescimento ósseo, quando o paciente ainda for criança: “Isso acontece quando as deformidades são muito severas e causam no paciente alterações da estética facial que dificultam o convívio social e trazem consequências psicológicas importantes”. Nesses casos, uma segunda correção pode ser necessária no futuro, após o término do crescimento do indivíduo.
Como preparo para a cirurgia?
O paciente deve ser submetido a um tratamento ortodôntico, no qual a posição dos dentes é corrigida em função das bases ósseas: os dentes superiores em relação à maxila e os inferiores à mandíbula. Nesta fase, não se deve buscar um melhor encaixe entre os dentes superiores e inferiores, ou seja, a correção da oclusão dentária. “O trabalho do ortodontista é o de preparar as arcadas dentárias para que o cirurgião corrija a oclusão no momento da cirurgia, com a movimentação das bases ósseas”, explica o Prof Renan Cavalcante.
Uma vez finalizado o preparo ortodôntico, é realizada a simulação da cirurgia, atualmente por métodos virtuais no computador. Com ela, cirurgião e paciente podem avaliar todas as possibilidades e visualizar os resultados estéticos com bastante precisão.
O Plano de Saúde cobre a Cirurgia Ortognática?
A cirurgia ortognática está presente no rol de coberturas básicas da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que é o órgão regulamentador e responsável pelo setor de Planos de Saúde no Brasil. Sendo assim, a sua assistência médica deve, sim, cobrir o procedimento cirúrgico de correção e alinhamento dos maxilares.
É comum que as operadoras de saúde neguem a cobertura de procedimentos estéticos, como algumas cirurgias plásticas. Porém, a Cirurgia Ortognática não é uma cirurgia com fins estéticos.
Apesar da estética também ser afetada e melhorada com a cirurgia, essa não é a sua finalidade. Corrigindo a posição dos maxilares, o paciente tem uma melhora na sua qualidade de vida, uma vez que sua mordida é corrigida e até a sua respiração, a depender de cada caso.
CONVIDADO
Dr. Renan Cavalcante
@dr.renancavalcante
Formado em Odontologia pela UFPA.
Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial na UFRJ
Especialista em Ortodontia – UNIG – RJ
Mestrando em CTBMF pela SLMandic – SP
Professor da Faculdade Esamaz – Belém-PA
Professor e Coordenador do curso de especialização em Implantodontia e protese da FAISA – Belém-PA
Cirurgião Buco-Maxilo-Facial do Hospital Pronto Socorro Municipal de Belém-Pa – Trauma de Face.
Desde a sua formação em 2009, atua em consultório particular e hospital e tem suas atividades voltadas CTBMF / Implantes / DTM