Nas imagens transmitidas e repetidas sem trégua por canais e redes
transitam corpos esquálidos e raquíticos. A miséria se corporifica em corpos que gritam por vida. A ganância, no entanto, de seres destituídos de qualquer sentimento que não seja a loucura da posse e do poder , seguem sem ver ou ouvir os apelos.
E os seres perversos, são inúmeros, qual Smeagol, escravo de sua obsessão pelo “Meu Precioso”, já embrutecidos, despidos da condição humana, ignorando a origem divina dos seres de todas as terras, cores, falares e fazeres, eles cada vez mais se autoescravizam à condição de sabujos do poder, ao longo das décadas, corruptos e corrompidos.
Senhores moribundos, buscam o ouro que brilha, as pedras que fascinam. O tilintar das moedas dita e reedita o ritmo de seus atos insanos, seus templos profanos, pois moedas se constituem em sua razão e perdição.
Choram Yanomamis, Mundurukus, Kayapós e todos seus irmãos humanos, todas as tribos, desde as nórdicas até as africanas, do planeta Azul belo e fulgurante e em uníssono estremecem os corações.