O economista e atual vice-governador do Estado do Amapá, Antônio Teles Júnior, afirma que o ministro Haddad vai “muito bem. É um quadro excepcional! Ele está impondo uma agenda liberal na economia que coincide com o perfil do Congresso. Levou um revés na questão da desoneração e na política de descontos dos veículos, mas está avançando aos poucos. Mas penso que a maior dificuldade dele será a revisão dos benefícios fiscais, pois o arcabouço requer que ele faça isso.” Essa avaliação do atual vice-governador do Amapá é compartilhada por todos aqueles que se inclinam a uma agenda liberal como necessária para o desenvolvimento do país, que, hoje, se mostram simpáticos ao desempenho do ministro.
O economista do ano de 2022, Felipe Salto, ex-secretário da Fazenda de São Paulo e atual economista-chefe da Warren Brasil, também faz elogios ponderados ao desempenho do ministro Haddad, para ele, os sinais são bons, mas é a prática que leva ao sucesso, referindo-se à formulação do arcabouço fiscal. O renomado economista sublinha a necessidade de ver como as regras apresentadas irão funcionar efetivamente “porque as metas sugeridas são ambiciosas, o governo promete zerar o déficit já no ano que vem”. Essa manifestação se harmoniza com o ecossistema dos analistas de economia que estão otimistas com o desempenho da economia nesse momento, mas que ressaltam a necessidade de um maior detalhamento do governo para as novas regras fiscais.
Com as últimas avalições de seu desempenho, o ministro Fernando Haddad, deu uma calçada no sapato alto e disse estar otimista tanto em relação ao avanço nas agendas da economia no Congresso, quanto ao festejado desempenho da economia brasileira neste primeiro ano de governo dizendo, em alto e bom tom, que “se a política se arrumar, a economia vai andar”, após degustar e comentar a melhora na perspectiva de rating da S&P Global para o Brasil. O certo é que o ex-ministro Paulo Guedes, em razão de haver “profetizado” que em seis meses o Brasil seria uma Argentina, tem recebido um turbilhão de chacotas nas redes sociais porque seu desafeto Haddad está mostrando que as falas do ex-ministro não passaram, como dizem os nortistas, de uma “pissica” de seu antecessor.