É o caso, por exemplo, dos “colunistas” das redes sociais de massa que trabalham para produzir críticas injuriosas, difamatórias e caluniosas a seus desafetos. A maioria de baixa instrução, emite suas críticas dissociadas de qualquer método de análise e do bom senso. Suas opiniões são proferidas, em regra, para ofender desafetos e transeuntes. A maioria é como pato: nada mal, voa mal e anda mal, isto é, fala mal, escreve mal e lê mal. Todavia, esses haters, verdadeiros patos, conhecidos ofensores das honras alheias nas redes sociais, tem seus prosélitos e fauna acompanhante. Basta estruturarem meia frase para surgir os comentaristas, curtidores e compartilhadores de suas excrescências fétidas de pseudo-informação.
Há muitos casos nesse mundo cibernético. Há aqueles que se auto intitulam ativistas de alguma coisa. São os patos haters especializados. Sim, há mediocridade especializada. Julgam-se, por conta própria, detentores de algum conhecimento específico, seja cultural, esportivo ou político. Às vezes erram na própria grafia do nome ou apelido, como num ensaio proposital e nauseabundo do que efetivamente produzem. A língua portuguesa é trucidada com tanta crueldade que parece fruto de julgamentos do submundo do crime. Como diria o constitucionalista José Afonso da Silva, a liberdade de opinião é uma liberdade primária de onde derivam todas as outras liberdades. É com esse viés que os patos haters justificam suas pérfidas existências.
Se falar ou produzir baboseiras deriva de uma liberdade constitucionalmente garantida, sua efetiva prática pode resvalar para configuração de crime contra a honra que o Estado-juiz deve, obrigatoriamente, reprimir quando provocado. Assim, os patos haters com seus tamborins e cavaquinhos desafinados, mas aptos a agredir seus desafetos, conquanto livres para manifestar suas repudiáveis flatulências verbais e escritas, podem e devem ser contidos pela mão corajosa da justiça, afinal, como diria Ulpiano, tais são os preceitos do direito: viver honestamente, não ofender ninguém e dar a cada um o que lhe pertence.