É comum ouvir nas rodas de conversas de gestores de que quando se tem um problema na organização é imperioso que os dirigentes se concentrem na busca da solução. Há quase 3 décadas o Estado do Amapá é governado por gestores oriundos das fileiras do campo progressista, vindo do PSB e do PDT. João Alberto Capiberibe e seu filho Camilo Capiberibe, deram 12 anos de poder ao PSB, sendo 8 anos ininterruptos. O Atual governador Waldez Góes irá completar 16 anos de governança, em dois períodos de 8 anos. Barcelos governou e Estado do Amapá por um mandato de 4 anos. Barcelos era liberal e conservador. No município de Macapá, que concentra quase 60% da população, segundo o IBGE, o desenho dos mandatos quase não difere do Estado. Pelo aspecto da fisionomia política da gestão, temos um indicativo bastante interessante que pode conduzir a várias hipóteses para solução do problema.
Se em quase 3 décadas de gestão PSB e PDT não conduziram o estado a um patamar de desenvolvimento que desgarrasse o Amapá da zona de rebaixamento no desenvolvimento regional, o trabalho está em se concentrar na análise das propostas dessas agremiações e de suas correspectivas execuções para identificar seus equívocos. Como se sabe, o PSB já propôs, outrora, um plano de desenvolvimento sustentável que não moveu o Amapá do lugar. O PDT, sem qualquer plano com denominação específica, também desenvolveu e desenvolve um trabalho que não arremessa o Amapá para o próximo nível e não há perspectiva de que o estado mude de posição.
Pelo cenário político atual, nem PSB e nem PDT têm quadros capazes para disputar, de forma competitiva, o governo do Estado. Logo, há perspectiva real de que a próxima gestão do Estado não tenha a genética da governança dessas duas agremiações partidárias. Nasce, assim, uma oportunidade para que novos modelos de gestão surjam para o Estado. O desafio é encontrar o perfil ideal para essa governança corporativa cheia de meandros sensíveis. A tarefa – tal qual ocorre nas grandes organizações – é a assembleia de eleitores escolher a melhor proposta para tirar o Amapá da zona de rebaixamento dos índices de desenvolvimento da Amazônia. Assim, esta unidade da federação terá a oportunidade de se livrar da inconcebível vergonha de ser superado pelo estado de Roraima, de escassos recursos competitivos, mas de gestores que têm a virtude de saber onde querem chegar. É só não reinventar a roda!