Terra… Esfera azul, sem Luz própria, no espaço não se apavora, navega célere e nos leva entre luz e trevas para as manhãs em frente ao Sol, seu holofote oficial, fonte de calor e luz a abençoar e ou inundar a vida na biosfera, hidrosfera e atmosfera. A Terra é “fera”.
Fera que lança seus gemidos, gritos e uivos ou rugidos quando ferida. A Terra é viva e é vida. Sente o pulsar dos corações, sente o ar emanar brisa ou o sufoco do ar comprimido, corrompido ou o dolorido estertor do ar poluído.
São múltiplas “feras” segurando as pontas ou os fios da vida e da sobrevida na Terra. É a troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera ou ionosfera, exosfera … Mas é na Biosfera que se encontra a “fera” que mais destrói a vida na Terra – o homem fera. “Ferra” com a hidrosfera, a atmosfera e compromete toda expressão de vida com suas guerras e “maquinações” para angariar trilhões. Pobre e miserável homem fera.
Terra, Terra, Terra… Onde estão os anciões e as anciães; as deusas das águas, das matas, das montanhas, dos vales…? Onde estão para nos ensinarem a respeitar, cuidar e amar quem nos nutre e embala – a Terra – receptáculo e veículo desta aventura planetária na presente Era.
Nave rochosa em movimentos escandalosos, nos embala a 1. 666 quilômetros por hora, enquanto nos leva espaço afora a 107 mil quilômetros por hora. A velha senhora que abriga em seu seio uma multidão de crianças e adolescentes voa rápido e acelera na rotação e na translação porque nada é parado. Dentro ou fora dela, tudo é movimento na bela esfera.