A chama de Zeus – a tocha olímpica – as águas cantadas por Píndaro a conduzir as bênçãos do Olimpo sobre os povos entrelaçados na bandeira de argolas dos cinco continentes, estas mais do que símbolos, são anseios de todas as gentes com sentimentos de humanidade emergentes para além das psíquicas doenças da subjugação excludente.
E Paris, a Cidade Luz nos representa tão bela e inspiradoramente que fez do Sena o barco e caminho líquido das nações ali presentes com seus atletas. Estes vindos sem a mácula do status social ou econômico; porém, vinculados aos sonhos de um mundo onde todos tenham espaço para expressar sua arte de ser e viver alegremente.
Muitos cantaram ou poetaram os feitos de homens e mulheres desde a Grécia Antiga até a Era Moderna , mas há um brasileiro que personifica a grandeza desta competição igualitária , é o nosso Wanderlei Cordeiro . Ele emergiu das lavouras do cultivo e corte de cana para brilhar em Atenas, não apenas como atleta, mas como ser humano capaz de superar os empurrões dos vilões da história humana.
Assim são os heróis das olímpiadas, gente, gente de todas as cores, credos e condições econômicas a ultrapassar as barreiras das fronteiras geopolíticas, dos saltos – artistas dos movimentos dos corpos e dos lances de mestras e mestres da bola nos gramados, nas águas, nos ares… Fazem justiça, fazem eco, à tradição em que “Os atletas vitoriosos colocavam uma coroa de louros em suas cabeças, cortada com uma foice de ouro por um jovem eleito. Depois vinham as honras a longo prazo: uma estátua e um poema” .
OLIMPÍADAS 2024
