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A Gazeta do Amapá > Blog > Colunista > Giovana Devisate > Moda X IA: ética e criatividade
Giovana Devisate

Moda X IA: ética e criatividade

Giovana Devisate
Ultima atualização: 8 de fevereiro de 2026 às 01:10
Por Giovana Devisate 6 horas atrás
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Giovana Devisate
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A inteligência artificial anda ocupando cada vez mais espaços nas nossas vidas. São aplicativos surgindo com ferramentas variadas que podem otimizar tarefas cotidianas, ampliar processos criativos e transformar a maneira como nos comunicamos, trabalhamos e produzimos coisas.
Algumas pessoas usam IAs para simular conversas com psicólogos, nutricionistas, médicos, agentes de viagem e outros profissionais, passando a mediar relações humanas, decisões e imaginários. Isso tudo mostra como a tecnologia ultrapassa os limites da ética e como as pessoas também perdem a noção do que é certo, errado, ideal e, pior: como a maioria não tem ideia do perigo que é não acessar profissionais de verdade, realmente capacitados.
Recentemente, vimos estourar a música A Sina de Ofélia, que seria a versão brasileira de The Fate of Ophelia, da Taylor Swift. As vozes da Luiza Sonza e do Dilsinho, na versão da música produzida por IA, são idênticas às da vida real e esse é o perigo: nenhum dos dois de fato gravou a música, tudo foi produzido por inteligência artificial. A versão, que não foi autorizada, entrou para o Top 50 entre as músicas brasileiras mais ouvidas no Spotify e ficou entre as Billboard Brasil Hot 100, até ser removida das redes sociais por causa dos direitos autorais. Isso nos faz discutir com agressividade sobre questões de autoria, autonomia, eficiência, ética e limites que precisam existir entre o humano e a máquina…
Na moda, também vemos a IA chegando de diversas formas. Algumas campanhas publicitárias estão sendo produzidas com plataformas de inteligência artificial e até mesmo imagens para sites de venda estão sendo geradas, sem a necessidade de contratação de modelos, equipe de criação e produção especializada.
Isso me leva a querer discutir sobre a inteligência artificial, também sob a perspectiva da moda, mas de um outro lugar: recentemente, um desfile de alta-costura foi inteiro inventado, sem que nenhuma roupa ou modelo existisse de verdade, no campo físico… Não estaríamos indo longe demais?
Imagina ser convidado para um desfile, logo na semana de moda mais importante do mundo e, inevitavelmente, sentir-se traído pelo destino ao deparar-se com um telão transmitindo roupas e modelos que sequer existem? Se a alta-costura tem ligação direta com o apreço pelo manual, intrínseca com o tempo, como pode um desfile da categoria “acontecer” virtualmente apenas, feito através da inteligência artificial?
Alexis Mabille, na última temporada de alta-costura, fez um desfile inteiro usando inteligência artificial. Nada era real: as modelos, as roupas, os detalhes, o cuidado, a presença, os tecidos… Segundo notícias, os convidados chegaram e se posicionaram normalmente. Mais adiante, perto do horário de início do desfile, os fotógrafos foram reposicionados. Até que um telão acendeu e os looks começaram a aparecer.
O estilista disse que o processo de fazer o desfile por IA demorou cerca de 5 meses, porque existia uma grande preocupação com a forma de retratar a textura dos tecidos e o andar das modelos, que precisavam parecer verídicos.
Aparentemente, essa forma de “desfilar” na semana de moda de alta-costura seria um jeito de criticar a maneira com que trabalha-se com a alta-costura, levando inovação para a moda e apresentando novos jeitos de se produzir um desfile. Além disso, para ampliar a discussão, o designer ainda criou um provador virtual para que as pessoas pudessem simular a prova das roupas desfiladas, usando as suas próprias medidas… Algo que me soa como o simulador de teste de tintas que algumas empresas fazem, sabe?
O provador em si, como ideia, não é ruim. Muito pelo contrário: pode ser uma ferramenta útil em sites de compra, facilitando os processos do varejo, que evitaria compras por impulso e, consequentemente, trocas e devoluções. Apesar de também não ser um processo que combine com a alta-costura, o designer poderia ter idealizado isso e parado aí, porque ir além e fazer um desfile haute couture inteiro por inteligência artificial é uma ideia um tanto pavorosa…
Claro que moda também é sobre rebeldia, subversão, rompimento de normas, mas até para isso precisa existir um limite ou contexto: a magia da alta-costura está no tempo, no teste, no manual, na minuciosidade, nos detalhes, no lento, nas chances de experimentar e refazer, no que é artesanal… Se você tira o processo, não é alta-costura.
Para além disso, é importante dizer que a alta-costura tem um órgão regulador, chamado de Fédération de lá Haute Couture et de lá Mode (FHCM), que sucede a Chambre Syndicale de lá Haute Couture, criada em 1868. Eles protegem o título de alta-costura e todas as suas definições e exigências, decidem quais marcas entram, saem e permanecem e fiscalizam as marcas para saber se cumprem todas as regras impostas.
O designer Alexis Mabille disse que não sinalizou para a federação que faria um desfile dessa maneira, porque sabia que o impediriam de “desfilar”, o que realmente aconteceria, visto que a rapidez e a praticidade não combinam com a alta-costura e que todas as regras impostas pela FHCM não foram cumpridas. Me pergunto se existe algum tipo de punição nesses casos…
Quanto mais humano for o processo, mais lindo. Quanto menos humano, mais distante do que é a alta-costura, a moda, a arte e tudo o que envolve esses processos criativos. A máquina pode substituir muita coisa, mas não pode substituir, jamais, o nosso modo de funcionar, de imaginar, de sonhar, de criar, de fazer moda e arte, de tecer as sutilezas do tempo, dos afetos, dos processos, da presença, da história e do real.
O valor da alta-costura não reside apenas no resultado final, mas no percurso, nas horas de trabalho manual, na relação entre corpo, tecido e forma, na construção de narrativas sensíveis e nas muitas coisas das quais a gente nem têm ideia, porque são passadas de geração em geração pelos artesãos especializados em produzir peças artesanais nas grandes casas de moda.
A IA pode, sim, ser ferramenta, apoio, provocação, mas quando passa a substituir o processo humano, esvazia o que a moda é. A tecnologia pode ampliar horizontes, mas jamais substituir a sensibilidade, o olhar, a escuta, o feito à mão…
Não só precisamos discutir se a máquina pode ou não, se deve ou não “criar”. Devemos, mais do que nunca, pensar por qual razão estamos dispostos a abrir mão de algo tão nosso, insubstituível. Moda não é consumo (falei isso semana passada) nem apenas produção de imagens, roupas e desfiles. Moda é o espírito do tempo, é a engrenagem que nos abre e nos mostra os caminhos. A moda reflete o que somos e, para além disso, nos mostra humanos.

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Giovana Devisate 8 de fevereiro de 2026 8 de fevereiro de 2026
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